Repensando…

Acho que essas Teorias que são desenvolvidas com embasamento na Física são boas pra você brisar sem usar drogas sabe? HAUHAUAHAUHAUHAUAHA Porque são mó loucura mesmo… MAS…. Eu acho que é mais por esse caminho mesmo:

https://www.youtube.com/channel/UCmiptCNi7GR1P0H6bp9y0lQ

xoxoxoxoxoox

hmmmmm…..

então cheguei á conclusão de que a mudança do paradigma se utilizando de uma metodologia interdisciplinar com base da utilização da Física ela segue um discurso metafórico para estabelecer uma teoria dessa nova mudança de paradigma porque não faz o menor sentido – real e apriorístico – o que a Física em si estuda e o que a Teoria relata ou seja, é só um discurso metafórico quando eles se relacionam.

Boa boa…

Anúncios

Explode cabeção!!!!!

Então… a muuuuuuito tempo atrás eu lembro que eu não podia estudar porque eu não tinha dinheiro pra entrar na faculdade, então eu trabalhava como garçonete… e eu tinha uma amiga que estudava na Puc-Rio e um dia ela veio e falou pra mim “Maíra existe uma quebra de paradigma” e eu olhei pra ela e falei “Han?” tipo que que vc tá falando? E ela me explicou que a quebra do paradigma era a quebra de um padrão… quando a gente rompia com um padrão. E eu fiquei fascinada com aquilo e guardei aquilo na memória pra sempre.

Nisso eu to na faculdade hoje em dia – Obrigada Senhor! ❤ E olha o que eu achei no livro sobre Meios Adequados de Resolução de Conflitos:

  • A quebra do Paradigma: O sistema pensado para estabelecer um novo padrão da ciência.
    (Na verdade estava escrito assim no livro: “O paradigma sistêmico da ciência e a linguagem do Direito: O lugar da Mediação de Conflitos”)

E o texto segue explicando a Teoria que é essa… Dá uma lida e veja se você ENTENDE A TAL QUEBRA DO PADRÃO: POR QUE EU VOU TE FALAR: A PARADA É LOKA E O PROCESSO É LENTO.

A mediação de conflitos e as práticas restaurativas devem ser aplicadas do novo paradigma da ciência, na condução dos conflitos. Portanto, a compreensão desse novo paradigma, a partir do pensamento sistêmico, é de grande importância na formação dos mediadores de conflitos. E como a mediação de conflitos está relacionada aos procedimentos que validam sentimentos na linguagem de coconstrução de decisões, cuidamos de uma hermenêutica que integra compreensão, interpretação e decisão.

 

O novo paradigma integra sistema e problema, estrutura e função. O sistema é definido como um complexo de elementos em interação; conjunto de componentes em estado de interação. Sistema é, portanto, um “todo” integrado de componentes com tendência a manter-se, mesmo que haja substituição de membros individuais. A interação no sistema dá-se mediante uma causalidade circular, uma influência bidirecional, recursiva. Especialmente em sistemas vivos, essa causalidade comunica-se com o ambiente externo, acarretando substituições de membros individuais, nessas trocas que acontecem em meio à teia da vida que se desdobra e se transforma permanentemente. Pois o “ser” da existência é a metamorfose da ação de existir, tal como nós a compreendemos a cada instante. Não há sistema sem problema ou sistematização sem problematização.

 

O universo conhecido caracteriza-se como uma estrutura escalonada, constituída pela superposição de níveis de sistemas; cada um desses níveis constituindo-se como um todo irredutível aos seus níveis ou componentes inferiores.

 

Os membros individuais de um sistema são, ao mesmo tempo, todo e parte (holons/holograma). Cada holon teria duas tendências: uma integrativa (onda), que atua enquanto parte de um todo maior, expressando a interdependência da integração que faz o sistema viável; outra afirmativa (corpúsculo), que opera como o todo, preservando a sua individualidade e expressando autonomia.
hqdefault
Para uma melhor compreensão da imagem baixar o aplicativo no iOS “The Scale of the Universe 2”.

AQUI VALE RESSALTAR QUE ESSA TEORIA DO PENSAMENTO SISTEMICO JA TINHA SIDO APRESENTADA a mim de uma outra forma por um ex namorado meu que na época ele já era meu ex namorado e até hoje mantemos contato pelas redes sociais e ele faz posts muito interessantes e ele escreveu uma vez “PUT THINGS IN PERSPECTIVE” e colocou exatamente uma foto de várias planetas em escala de tamanhos diferentes e tinha lá um ser humaninho bem pequeninho perto do planeta dando a entender que dentro de um SISTEMA a gente está inserido e somos tão pequenos e que nossos problemas tudo que acontece ao nosso redor de ruim não tem significância nenhuma e que não é pra ficarmos tristes com essas coisas pois somos só um grãozinho de areia perto da imensidão do universo. Achei a mensagem tão forte que guardei isso comigo até hoje.
E lendo essa BRISA do livro hoje EU SUPER ENTENDI AONDE O PENSAMENTO SISTEMICO ESTAVA QUERENDO CHEGAR. ATE PORQUE EU AMO ESTUDAR FISICA, BIOLOGIA E QUIMICA. Por isso que tem essa sugestão de Aplicativo do The Scale of the Universe 2 para entendermos melhor COMO O PENSAMENTO SISTEMICO FUNCIONA!!!
SERIO: É SIMPLESMENTE DEMAIS!!!!!! AAAAAAHHHHHH

Continuando….

A essa ideia de um mundo como totalidade organizada deve ser agregado o conceito de acoplamento estrutural, desenvolvido por Maturana, que explora as “fronteiras” entre sistemas.

 

As fronteiras, as “separações” entre sistemas , devem ser vistas entre aspas, pois os sistemas são, ao mesmo tempo, funções e estruturas que se retroalimentam dialeticamente. Afinal de contas, o que chamamos de sistema é uma idealização do nosso modo de perceber o mundo, um modo simplificado pela racionalização, embora experimentado, medido, sentido, sistematizado; temos, portanto, um significado possível a cada vivência para um significante sempre mais complexo, em metamorfose.

AÍ AQUI EU PENSEI EXATAMENTE SOBRE COMO NOSSO ORGANISMO É constituído de células, e nosso corpo de tecidos e como nós como seres humanos podemos dizer “ENTAO EU SOU UM GRANDE CONJUNTO DE TECIDOS, OU DE ORGAOS OU DE MOLECULAS, OU SEJA EU POSSO ESTUDAR UM SISTEMA COMO A MEDICINA QUE VAI FALAR SOBRE O CORPO HUMANO OU POSSO ESTUDAR UM SISTEMA COMO A FISICA QUANTICA QUE VAI FALAR SOBRE PARTICULAS SUBATOMICAS OU POSSO ESTUDAR DIREITO QUE VAI ME DIZER SOBRE LEIS QUE GOVERNAM O MUNDO OU ATE MESMO A PSICOLOGIA E A RELACAO DESSAS MATERIAS OU SEJA A INTERDEPENDENCIA DE UMA COISA COM A OUTRA É REAL POIS NO DIREITO PENAL NA CRIMINOLOGIA EXISTE A INFLUENCIA DA ANTROPOLOGIA, DA SOCIOLOGIA DA PSICOLOGIA E DE VARIAS AREAS DO CONHECIMENTO PARA A PRODUCAO DE UM CONHECIMENTO CIENTIFICO. E EU ACHEI ISSO AWESOME!”

E Aí veio esse outro parágrafo:

Não não… deixa… to lendo aqui e to escrevendo pro trabalho e to pensando em CADA COISA!!!! GENTE!!!!

JURO… POSSO FALAR UMA COISA PRA VOCES???

ESTUDEEEEEEEEMMMMMM!!!!!!!

Leiam além do que os professores passam no caderno das aulas. das anotações das aulas. sabe? Tipo ah… vou estudar só o que o professor passa na lousa. NAAAAAAAAAAO!!!!

COMPREM LIVROS! LEIAM ARTIGOS CIENTIFICOS!!!! LEEEEEEIAAAAAAM!!!!!!!!

Sério…. ISSO VAI DEIXAR VOCES COM O CEREBRO EXPANDIDO!!!!!!! CHEIO DE NOVAS IDEAIS!!!!!

Daí quando você for lá na Igreja e te perguntarem “Imagine como seria o mundo sem leis?” voce sabe a SUA verdade. Se pra Você o Mundo seria Hobbesiano ou como de Locke…. aí é com você. Ou de acordo com qualquer outra Filosofia…. Mas por exemplo quando o pastor falar Sabia que o Mar Morto não dá vida? CLAROOO que eu ssseeeei porque ele tem SAL PRA CARAMBAAAA!!!!! hahahahahhahaahahahahhhahah

aiiiiii Jesusssss!!!! hahahahhahhhahahaha

MAS Fé é Fé….. MAS NUNCA DEIXEM DE ESTUDAR O MAXIMO POSSIVEL!!! PRA EXPLODIR O CABECAO DE VOCES! CAPISCE? 😉

ah Meu Deus!!! Contradição e Complementariedade!!!!!!!! ❤

Estou muito feliz com o Godllywood.

Entrei no https://www.arcacenter.com.br/ e escolhi o livro do Namoro Blindado para começar a ler porque eu acho que to precisando dar uma oxigenada no cérebro.

Tipo, eu tenho buscado minha libertação todas as sextas feiras na igreja e NOSSA juro por Deus NUNCA ME SENTI TÃO BEM EM TODA MINHA VIDA. Mas eu acho que ainda tem umas coisinhas que eu preciso resolver e me libertar.

Algumas outras se resolveram depois de 6 anos que eu carregava mágoas em relação a determinada pessoa, como num passe de mágicas eu fiz o jejum para a vida espiritual nesse fim de semana e também para buscar o Espírito Santo e muita coisa boa aconteceu.

Mas eu realmente tenho sentido que o Espírito Santo tem se aproximado cada vez mais de mim nesse Jejum de Daniel. Porque por exemplo, eu abandonei as redes sociais por alguns dias, em outros momentos eu as utilizei mas foi só com o intuito de promover a Palavra de Deus… em alguns momentos eu dei uma bela de uma surtada sim mas eu fui buscar orientação e me reconsiderei nas palavras que eu escrevi e me redimi, e também busquei a orientação de Deus na Bíblia para ler o que ele tinha pra dizer pra mim sobre meu comportamento e Deus tinha ficado muito bravo comigo e quando eu li a Bíblia que tem as anotações sobre os versículos no rodapé eu entendi a mensagem que Deus queria passar pra mim e falei “woooow Entendi”. Em fim.

A mensagem que Deus falou pra mim foi mais ou menos assim: “Quanto mais profundo é o abismo de onde fomos tirados, maior deve ser a expressão da nossa FIDELIDADE e do nosso RESPEITO para com Aquele que nos resgatou (DEUS). (…) Diante disso, violar a palavra dada ao Altíssimo significa assumir o risco de se tornar totalmente vulnerável ao mal.”

Sobre os gifts que eu vi no arca center eu vou postar sobre os que eu gostei mais que tem referências chiquérrimas e de muito bom gosto! 😀

https://www.arcacenter.com.br/godllywood/pulseira-godllywood-dourada.html

Por exemplo essa pulseirinha é a cara da pulseira da Tiffany só que é Godllywood. ❤

https://www.arcacenter.com.br/godllywood/chaveiro-godllywood-florido.html

Esse chaveiro é igual a um chaveiro que era dado de brinde junto com uma revista do JK Iguatemi ❤

https://www.arcacenter.com.br/godllywood/livro-interativo-godllywood-amarelo.html

E esse planner é muito fofo! ❤

Anotações sobre o livro Direito e Razão – Luigi Ferrajoli. pg. 37 a 40.

As doutrinas substancialistas tem sua fundamentação racional e cognitiva uma falta de critérios intersubjetivos o que leva a teoria substancialista á um incontrolável subjetivismo em sua determinação concreta.

O objetivo central dessa ideia é que as doutrinas substancialistas são subjetivas.

Mas o paradoxo entre o formalismo e os substancialismos é só aparente.

O conhecimento jurisdicional e normativo deve ser voluntário, ou seja, livre de coerção.

Confronto entre o jusnaturalismo e o juspositivismo (subatancialismo e formalismo) que se manifesta no tipo de verdade a ser perseguida por ambas as correntes doutrinárias.

A verdade substancialista perseguida por eles é aquela que se fundamenta na perseguição da verdade absoluta através de qualquer meio. (Crítica: O que é perigoso para as garantias fundamentais).

“É evidente que esta pretendida “verdade substancial”, ao ser perseguida fora de regras e controles e, sobretudo, de uma exata predeterminação empírica das hipóteses de indagação, degenera em juízo de valor, amplamente arbitrário de fato, assim como o cognitivismo ético sobre o qual se baseia o substancialismo penal resulta inevitavelmente solidário com uma concepção autoritária e irracionalista do processo penal.”  (Comentário: Porque a verdade que eu tenho sobre uma pessoa, um fato, uma circunstância ela pode ser relativa e não ser uma verdade absoluta.)

Em sentido inverso, a verdade perseguida pelo modelo formalista como fundamento de uma condenação é, por sua vez, uma verdade formal ou processual, alcançada pelo respeito a regras precisas, e relativa somente a fatos e circunstâncias perfilados como penalmente relevantes.

O autoritarismo é um conceito que pode acontecer dentro do próprio garantismo fundamentado no formalismo e seu rigor legislativo.

Porque justamente por ele ter um viés legislativo de obediência aos procedimentos processuais ele pode vir a quebrar as garantias fundamentais. Esse é o paradoxo.

Não é que o autoritarismo e o garantismo sejam duas coisas em separado. Ela na verdade é uma coisa dentro da outra que se inter-relaciona e causa um paradoxo.

Pergunta: então qual é a alternativa á essa polaridade?

Entre estes dois extremos, como demonstrarei no próximo capítulo, se situam em distintas formas os diversos sistemas penais positivos e, em cada sistema, os subsistemas representados pelos diversos níveis e setores normativos nos quais pode ser diferenciado.

De forma sintética, o saber-poder é que a busca da verdade vai estar na mão dos juízes que tem o arbítrio de julgar o processo.

Então é uma relação entre a verdade que vai ser perseguida com o poder de decisão que está focado nas mãos dos juízes, que detém poder.

Foi mérito do pensamento penal do iluminismo o reconhecimento dos nexos entre o garantismo, o convencionalismo legal e o cognitivismo jurisdicional, de um lado, e entre despotismo, substancialismo extralegal e decisionismo valorativo, de outro.

Você nunca vai atingir o resultado ideal, sempre mais ou menos satisfeito dentro daquele processo porque o modelo iluminista da perfeita “correspondência” entre previsões legais e fatos concretos e do juízo como aplicação mecânica da lei é uma ingenuidade filosófica.

Na realidade, pode-se demonstrar que, ainda quando o controle empírico dos procedimentos probatórios e interpretativos, nos quais consiste a aplicação da lei, encontre limites insuperáveis, pelo menos o modelo se torna assegurado nestes limites precisamente pelo sistema normativo das garantias de estrita legalidade e de estrita jurisdicionariedade e de seu grau de efetividade.

Ou seja, quando se encontram limites insuperáveis, deve-se preservar pelas garantias dos princípios da legalidade, da estrita jurisdicionariedade e da efetividade.

De acordo com isso, diremos que as garantias legais e processuais, além de garantias de liberdade, são também garantias de verdade; e que “saber” e “poder” concorrem em medida diversa no juízo, segundo aquelas sejam mais ou menos realizáveis e satisfeitas.

xoxoxoxooxoxox

Acho que o que me falta, agora, é prática jurídica penal pra poder concordar ou refutar ideias, pra poder ter mais domínio do conhecimento e seus discursos. Por que senão é só teoria e imaginação. 😦

x0x0x0x0x0x0x0x0x0x

A verdade no processo deve ser perseguida não em caráter estritamente substancial nem formal, mas para além disso, evitando autoritarismos, arbitrariedades e abusos potestativos devendo assim proteger garantias tais como a legalidade, a estrita jurisdicionariedade e a efetividade. Princípios que não devem se confundir com “Garantias e direitos fundamentais” mas sim como garantias de princípios do Direito Penal.

Mas peraí… se o Direito Penal é infraconstitucional, e a Constituição está acima dele, não seriam também inclusos nesse rol as garantias e direitos fundamentais? Afinal os princípios do Direito Penal estão insculpidos na Constituição e refletem a necessidade de proteção de outras garantias dentro do processo penal.

x0x0x0x0x0x0x0x0x0x0x0x0x

A prevenção anticognitivista de grande parte da ciência e da filosofia do direito foi acrescida, ademais, de outros dois fatores: antes de tudo, dos inegáveis aspectos discricionários e valorativos exibidos na prática judicial, mas em grande parte devidos à carência ou à debilidade de fato das garantias nos sistemas penais positivos; em segundo lugar, da idéia – que como veremos é produto de um juízo metafísico – de que a falta de critérios objetivos seguros para afirmar que uma tese judicial é verdadeira torna inservível ou até mesmo desorientado o próprio conceito de verdade processual.

x0x0x0x0x0x0x0x0x00x0x0x0

Assim, faz parte do sentido e do uso comum afirmar que uma testemunha disse a verdade ou mentiu, que é verdadeira ou falsa a reconstrução de uma situâção proporcionada pela acusação ou por uma alegação da defesa e que uma condenação ou uma absolvição é fundada ou infundada, segundo seja verdadeira ou falsa a versão dos fatos nelas contida e sua qualificação jurídica.

xoxoxoxoxoxoxoxooxxoxooxoxox

O conceito de verdade processual é, em suma, fundamental não apenas para a elaboração de uma teoria do processo, mas também pelos usos que dele são feitos na prática judicial. E dele não se pode prescindir, salvo que se opte explicitamente por modelos penais puramente decisionistas, e à custa de uma profunda incompreensão da atividade jurisdicional e da renúncia à sua forma principal de controle racional.

xoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxoxo

Parte Introdutória do meu Trabalho sobre “Análise dos Aspectos Jurídicos da Mediação Judicial e Extrajudicial”.

Pra vocês terem noção do que gira em torno desse assunto dos Meios Adequados da Resolução de Conflitos. Sério… é MUITO legal esse assunto! Precisamos difundir essa cultura da Paz.

CAPÍTULO 1 Teoria e Evolução Histórica do Conflito

  • Caracterização do conflito

 

Conflito é a falta de concordância, é o que está latente ou manifestado numa disputa. Decorre de expectativas, valores e interesses contrariados. Embora seja inerente a condição humana, e, portanto, algo natural, numa disputa conflituosa costuma-se tratar a outra parte como adversária, infiel ou inimiga. Cada uma das partes busca concentrar seus esforços para provar através de elementos e fundamentos sua posição unilateral, na tentativa de enfraquecer ou destruir os argumentos da outra parte. Esse estado emocional estimula as polaridades e dificulta a percepção do interesse comum.

As relações interpessoais, com sua pluralidade e liberdade de expressão de percepções, sentimentos, crenças, direitos e interesses, ampliam as vivências de conflito. A negociação desses conflitos é um labor comunicativo quotidiano em nossas vidas e por isso não há solução para o conflito em si. O que há é a solução para disputas pontuais, porém nossos conflitos podem sempre ser transformados pelo modo como lidamos com ele.

Indo mais adiante na busca do compreender a condição humana, é necessário que nos reconheçamos como seres vivos, constituídos de forças cósmicas, biológicas, sociais, psíquicas, emocionais, que nos impulsionam em direções contraditórias, embora fundamentalmente complementares. Em cada um de nós atuam impulsos aparentemente fragmentadores, de autoafirmação, e impulsos potencialmente integrativos, de religação, que em suas expressões equifinais, se concertam e se excluem, num contínuo dinamismo. Vivemos, pois, em meio ao desafio de administrar, de afinar, de compreender e de integrar essas polaridades, entre nós e em cada um, para que os nossos conflitos interpessoais, que podem ser construtivos, não descambem para a destrutividade.

As pessoas matariam menos se fossem reconhecidas em seu sofrimento e escutadas em sua dor. A maldade existe, sim, mas ela tem a cara do sofrimento, seja o de hoje, seja o da infância. A não escuta desse sofrimento é o alimento dos processos destrutivos que ocasionam a escalada do conflito na direção do confronto e da violência, numa sociedade ainda dominada pela cultura da culpa, do julgamento e do castigo.

E interessante observar em Rummel o que denomina fases ou níveis do conflito, distinguindo o conflito latente, o conflito real ou atual (disputa), bem como o modo como se dá a exteriorização desse conflito manifesto (processo).

A partir dessa concepção de Rummel que se desdobra na Espiral do Conflito chega-se à conclusão de que todo conflito interpessoal se compõe de três elementos: relação interpessoal, problema objetivo e trama ou processo.

A relação interpessoal é o conflito interpessoal que pressupõe, pelo menos, duas pessoas em relacionamento, com suas respectivas percepções, valores, sentimentos, crenças e expectativas. Ao lidar com o conflito é necessário que se permita espaço para a compreensão desse elemento interpessoal.

O problema objetivo é a razão objetiva, concreta, material. Essa materialidade pode expressar condições estruturais, interesses ou necessidades contrariadas. Portanto, o aspecto material, concreto e objetivo do conflito é um dos seus elementos. A adequada identificação do problema objetivo, muitas vezes, supõe prévia abordagem da respectiva relação interpessoal.

A trama ou processo expressa contradições entre o dissenso na relação interpessoal e as estruturas, os interesses ou as necessidades contrariados. Como foi, por que, onde, quando, as circunstâncias, as responsabilidades, as possibilidades e os processos, com suas implicações.

O que podemos pontuar como principais elementos norteadores sobre a solução de conflitos é que os conflitos não podem ser eliminados porque são inerentes as relações humanas, tendo eles um potencial gerador de problemas e de oportunidades; eles podem ser processados de modo construtivo ou destrutivo; a sociedade em que se pratica a cultura da paz é aquela que lida construtivamente com os conflitos; lidar destrutivamente com um conflito é transformá-lo, pela polaridade, em espiral de confronto e violência; lidar construtivamente é obter, pela via do conflito, novas compreensões, com estreitamento dos vínculos interpessoais e do tecido social; são elementos do conflito a relação interpessoal, o problema objetivo e sua trama ou processo; a grosso modo, há conflitos de estrutura, de valores, de informação, e de interesses; o conflito evolui numa espiral, de latente a manifesto, seguindo-se a fase de balanceamento de poder, sequenciada pela fase da busca do equilíbrio, chegando a acomodação, que dará origem a novas possíveis disputas.

1.2 Evolução Histórica do Conflito

A evolução do conflito e suas manifestações degeneradas pela violência variam consoante a circunstância intersubjetiva, histórica, social, cultural e econômica.

Mais de noventa e nove por cento da história da humanidade foi vivenciada por nossos ancestrais nômades. Eles viviam da caça, da pesca e da coleta de mantimentos. O espaço era teoricamente ilimitado, os recursos eram maleáveis. Inexistiam castas, classes sociais, estados ou hierarquias formais. Os conflitos eram mediados pela comunidade, coordenada em torno das lideranças comunitárias. A ordem tinha um caráter sacro, sendo as penas, sacrifícios realizados em rituais, não se apresentando como imposição de uma autoridade social, mas como forma de proteger a comunidade do perigo que ameaçasse. Vigorava um tipo de direito pré-convencional, revelado, indiferenciado da religião e da moral. As relações humanas eram pouco complexas e fortemente horizontalizadas.

De acordo com o antropólogo William Ury, a sociedade primitiva evoluiu através da comunicação, o que levou até a Revolução Cognitiva, pois o agrupamento dos seres humanos, constituintes de uma sociedade, só evolui quando supõe-se, todos acreditam nos mesmos mitos, e cooperam entre si.

Outro salto para a humanidade foi a Revolução Agrícola, quando algumas comunidades tornaram viável a sobrevivência por meio da agricultura e da domesticação de animais, assim, elas passaram a ser comunidades sedentárias ao invés de nômades, e a lei do mais forte passou a reinar sendo como exemplo aqueles que detinham as melhores terras e os melhores animais domesticáveis e também passaram a escravizar os povos vencidos em guerras.

O ensinamento acadêmico nos demonstra que a luta de classes entre as dominantes e as marginalizadas são um conflito que ocorre desde os tempos mais remotos, sendo que de um lado estão os proprietários de terra e do outro a plebe, por um lado os proprietários defendem seus interesses de status, poder e interesses financeiros e para isso subjugam o povo para inclusive guerrear em seu nome a fim de que mantenham seus privilégios.

E nesse condão de estruturas verticalizadas, as práticas da mediação/conciliação mantiveram-se vivas. Eram conduzidas por chefes ou líderes oficiais ou não, que exerciam alguma ascendência hierárquica no processo. Notícias dessas práticas milenares vêm das culturas confucionistas, budistas, hinduístas, judaicas, cristãs, islâmicas e indígenas.

Especialmente a partir do século XVI, com o desenvolvimento do comércio – graças às novas técnicas de navegação e estocagem – o poder foi-se deslocando dos senhores territoriais, feudais, para os senhores dos mares e das cidades, capitalistas mercantis (burguesia). As esferas do ético, do moral, do jurídico e do religioso ainda se confundem, mas já começam a ser distinguidas. No entanto, a validade dos comandos normativos ainda é deduzida de postulados que reproduzem valores hierarquizados, em que prevalecem os códigos de referência políticos (poder/não poder) e econômico (ter/não ter) sobre os códigos de referência técnicos (verdade/falsidade), morais (certo/errado) e jurídicos (lícito/ilícito).

Com o desenvolvimento da modernidade, como contribuíram Montesquieu, Hobbes, Locke, Hume, Rousseau, Maquiavel, Kant, Foucault e tantos outros ampliaram-se substancialmente a complexidade e a conflituosidade das relações interpessoais e interinstitucionais, a partir de teorias que sugerem novas noções de governabilidade e suas relações político-jurídicas que foram desenvolvidas ao longo de todo século XVIII em diante.

Tá aí… quem quiser pegar, aproveitar pra usar no trabalho da facul também pode usar… só dá aquela mudadinha nas palavras tá bom?

fez-o-trabalho-sim-posso-copiar-pode-so-nao-faz-igual-adilminha-SEGMc

Não…. Tava tudo bem na minha vida até aparecer Meios Adequados de Resolução de Conflitos na minha vida. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA <3

Sério…. comecei a ter essa matéria nesse semestre da faculdade e podemos dizer que somos alunos privilegiados de ter essa disciplina na nossa grade – pois os advogados mais velhos não estão familiarizados com essa matéria de mediação, conciliação, negociação e arbitragem.

Pra vocês terem idéia eu sou ALOKA dos livros… devo ter quase uns 100 na minha estante que já compro desde o primeiro semestre da faculdade, e desta vez não foi diferente quando o semestre começou. A professora indicou os livros desse semestre e eu fui lá na livraria e comprei o Mundo.

Beleza eu comprei um livro maravilhoso que ela indicou que se chama Como chegar ao Sim e com a leitura desse livro – que eu li praticamente todo em 2 dias e peguei super o espírito da coisa eu consegui me meter numa negociação que minha mãe estava fazendo com o banco dela e mediei um conflito e consegui uma grana substancial para gente. 😉

Foi meu primeiro case de sucesso na prática com a mediação.

Nisso eu me empolguei muito com a matéria porque REALMENTE é uma MUDANÇA de mentalidade… pois essa coisa do CONFLITO é permanente em nós. O conflito NUNCA ACABA. Ele é inerente ao ser humano. E inclusive estou produzindo um trabalho pra professora e estou pirando no assunto.

Porque realmente, pra quê, meu Deus do céu, resolver as coisas pela via contenciosa? Porque não resolver as coisas pela mediação? Pela comunicação não violenta? Pela cultura da Paz? Pela negociação? Sacou? De forma cooperativa?

Sem encarar as pessoas como inimigas, como alvos a serem destruídos?

Eu sempre fui pro lado do Direito Penal e tinha essa mentalidade da Punição e de que “não, bah, é, entrar no MP, prender pessoas, crime, isso é errado, tem que prender, oferecer denúncia, e tal”.

Mas aí olha só o que eu encontro aqui no livro enquanto estou fazendo o trabalho dela:

“Uso protetor e Uso punitivo da força nos confrontos:

Quem usa a força punitiva baseia-se na crença de que as pessoas fazem coisas erradas porque são más, e de que, para corrigir a maldade, é preciso puni-las para a) sofrerem o suficiente e perceberem como as suas ações foram erradas; b) arrependerem-se; c) mudarem o seu comportamento. “Ocorre que, na prática, é mais provável que, em vez de gerarem arrependimento, ações punitivas produzam ressentimento e hostilidade, e que alimentem a resistência ao próprio comportamento que estamos buscando.

O castigo punitivo físico, como bater nos filhos, nas pessoas, é um exemplo do uso punitivo da força. Outros adotam a punição psicológica, rotulando o filho de “imaturo”, “problemático”, “egoísta” etc., quando ele não se comporta convenientemente. Pais alegam que este é o modo de estabelecer limites. Que, no futuro, esses mesmos filhos irão reconhecer como isto foi importante. Como pai de três filhos, valido esses sentimentos, mas não vi e não vejo a necessidade do castigo punitivo. Quando falhou o diálogo, o entendimento, usei a “cadeira” e outras privações de movimento e de comunicação; isto ocorreu didaticamente, construindo o consenso possível e utilizando a força como protetora da consciência de responsabilidade social.

O sentido desejável não pode ser o de punição, ou de uso da força até mesmo para proteger, mas o de consolidação de uma consciência de responsabilidade social, quando o consenso não bastar. Rosenberg, com sua experiência de terapeuta, questiona o seguinte: quando os pais escolhem usar a força, podem ganhar a batalha de obrigar as crianças a fazer o que eles querem, mas, nesse processo, não estarão perpetuando uma norma social que justifica a violência como meio de resolver as diferenças?

Diante desses conceitos, costumamos convidar os estudantes a um círculo de diálogo em torno de questões como estas a seguir: O que constitui o uso punitivo da força? O que seria o uso protetor da força? A quem cabe a iniciativa pelo uso protetor da força? Os grupos que, tomados de raiva ou de ideologia, quebram bens públicos e particulares estão usando a força como punição ou como proteção? É possível evoluirmos para uma prática social de uso protetor (não punitivo) da força e apenas quando o diálogo for inviável? VOCÊ TEM IDEIA DO PODER DA RESISTÊNCIA PACIFICA?”

Não, sério.. eu tô PIRANDO com essa matéria… hoje mesmo um cara me ofendeu no uber, o motorista e eu simplesmente só fiquei uns 5 minutos triste com ele e nem briguei com ele nem ofendi ele… fiquei na paz… Quando saí do carro só falei pra ele “Fica com Deus que você tá precisando” e fui embora… e tipo já tava bem de novo… Sabe quando você tá na sua com Deus e tá na paz e quem tá mal não é problema seu se te atacam? Ela deve estar com os demônios dela e tipo …. not your problem?

E tipo toda essa coisa de punição e vingança não tem naaaaada a veeeeer….. não precisa também ficar passando a mão na cabeça né… mas tipo solucionar os conflitos de forma pacífica. GOOD VIBES. 😀

Eu tenho aprendido isso nesse semestre e eu TO ADORANDO!!!! eeeeeeeee!!!! Pokemon tá evoluindo. HAHAHAHAHAHAHHAHAHAAHHAAHAH

2ce1c546fef62a81ea24729eca8f1c54fa3d8491_00