Mercado ilegal de perfumes importados se equipara a legal: Sistema tributário brasileiro é apontado como o maior culpado deste cenário.

Já parou para pensar de onde vem aquele perfume importado que é vendido pela internet, por meio de sites de leilão, a um preço mais camarada do que nos “Duty Free Shops”? Muito provavelmente ele é um perfume pirata. O mercado mais afetado pela pirataria no país, em termos proporcionais, não é o de roupas, cigarros ou brinquedos, mas o de perfumes importados.

De acordo com dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP), mais da metade do mercado de perfumes importados é ilegal. O valor movimentado pelo mercado legal foi de R$ 2,1 bilhões, enquanto o ilegal faturou R$ 2,3 bilhões. Os dados mais atualizados são de 2014.

“De lá para cá, a informação é que esse número do ilegal caiu, por uma questão econômica. Ou seja, a retração trouxe impacto no contrabando, mas ainda é um número muito expressivo e que se equipara ao mercado legal”, afirma Edson Vismona, presidente do FNCP.

Os produtos falsificados vêm, em sua maioria, da China, e entram na América do Sul, pelo Paraguai, Uruguai e Bolívia. A região do lago de Itaipu, no Paraná, no oeste de Santa Catarina são dois exemplos de rotas. Os criminosos se utilizam tanto dos meios fluviais quanto terrestres.

Os perfumes falsificados são vendidos não apenas em barracas de ambulantes ou lojas de periferia, mas até mesmo em lojas de shoppings e pela internet onde “alguns sites vendem produtos chineses e as pessoas recebem pelo correio”.

Segundo dados da Receita Federal, ao longo do ano de 2016 foram realizadas 2.345 operações de vigilância e repressão ao contrabando e descaminho. A apreensão de perfumes irregulares chegou a R$ 12,9 milhões, cifra inferior aos R$ 15,5 milhões apreendidos em 2015.

Saúde
De acordo com a Lei 6360/76, os perfumes corporais e para ambientes estão sujeitos à vigilância sanitária. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a Resolução RDC 7/2015 “define os perfumes como produtos isentos de registro que devem ser regularizados por meio de notificação no sistema eletrônico da Agência”.

Para notificar um produto, a empresa fabricante ou importadora precisa ter autorização de funcionamento concedida pela Anvisa. Os cosméticos sujeitos a notificação, como é o caso dos perfumes, devem seguir os parâmetros de segurança estabelecidos na regulamentação sanitária.

Há, inclusive, riscos para o consumidor. Na minoria dos casos os produtos mais baratos são colocados em embalagens e vasilhames dos produtos mais caros. “Pode acontecer de não colocarem nada significativo, mas não há garantias, e se evaporar muito rápido com certeza não é perfume. Mas não temos como avaliar nem o que contém esses produtos adulterados exatamente”, diz Vismona.

Segundo a médica dermatologista Vanessa Paião Azevedo, por serem produtos aplicados diretamente na pele, se os perfumes não forem devidamente testados podem levar a reações alérgicas e inclusive respiratórias por meio da evaporação inadequada do produto. O risco aumenta se forem produzidos com água e etanol de baixa pureza. Além disso, em pessoas hipersensíveis, as reações podem ser mais graves.

Em geral, se o produto modificado apresentar, além da mistura de água e etanol de baixa qualidade, conservantes com diferentes níveis de toxicidade, o perfume pode sofrer mais influência da degradação pela luz e fatores ambientais, decompondo-se em substâncias mais alérgicas. “A longo prazo, poderão causar alergias, manchas e problemas respiratórios”, diz Vanessa.

O problema tributário
Segundo Jacob Nir, presidente do Conselho de Administração da Associação dos Distribuidores e Importadores de Perfumes, Cosméticos e Similares (ADIPEC), o principal causador de metade do mercado de perfumes ser ilegal é o sistema tributário brasileiro.

“O grande problema do mercado é o sistema tributário, essa carga anormal, não ética. Qualquer economista no Brasil sabe muito melhor que eu que o Brasil poderá arrecadar mais impostos com uma carga tributária menor do que tem hoje. O Brasil poderia virar um país de consumo”, afirma.

De acordo com Jacob, o sistema tributário incentiva a desonestidade. “O brasileiro não tem dinheiro, mas também quer comprar. O que ele vai fazer? E isso não é só com perfumes. Para tomar uma cachaça é 80% de imposto para um produto brasileiro”, afirma.

Para Jacob, não existe uma razão lógica para que o consumidor brasileiro pague pelo mesmo produto o dobro do que um consumidor americano, que tem mais dinheiro. “Nos EUA pode entrar produtos do mundo inteiro sem ninguém reclamar. Sem pagar imposto absurdo, e a indústria americana continua existindo”, critica.

Na opinião dele, não há condições atualmente de o Brasil fiscalizar um mercado gigante de ilegalidade. Além disso, seria necessário combater a causa do problema – na visão dele, os impostos. “O Brasil não consegue parar a entrada de armas, vai conseguir parar de perfumes? Na prática, não há solução, não adianta projetos de lei, já tivemos muitas reportagens sobre contrabando, e nada muda. Não adianta prender 5, 10 contrabandistas. Nada mudará sem alterar a tributação”, critica.

E, faz uma pergunta contundente: “qual a lógica de uma pessoa no Paraguai pagar menos do que um brasileiro em um carro que é feito no Brasil?”.

Na fronteira
Segundo o delegado de Polícia Federal Fernando Bertuol, que atua em Guaíra, no Paraná, a cidade ultrapassou Foz do Iguaçu, também no Paraná, em quantidade de presos em flagrante por contrabando e descaminho.

“Prendemos mais gente que Foz. O descaminho deu uma caída boa ultimamente, mas ainda é grande. Além de cigarros, produtos mais apreendidos são roupas, perfumes, eletrônicos, etc.”, diz.

Segundo o delegado, as operações de combate ao contrabando normalmente ocorrem da seguinte forma: inicia-se uma interceptação telefônica, após 9 meses de escuta, estudo das rotas e horários, parte-se para a ação. No entanto, “cada situação tem uma casuística”. Contudo, investigações sobre tráfico de drogas são muito mais frequentes do que as de contrabando.

Sobre os perfumes especificamente, o delegado conta que não há nenhum procedimento ou perícia para saber se houve adulteração do líquido, já que os produtos apreendidos “já entram no Brasil como descaminho”.

Fonte:

https://www.jota.info/justica/mercado-ilegal-de-perfumes-importados-se-equipara-a-legal-21062017

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Review: Luminus Hair Shampoo + Condicionador + Cápsulas

Olá gente,… tudo bem?

Agora estou voltado com mais um Review só que dessa vez sobre os queridinhos da Luminus Hair.

Eu comprei ano passado o combo anunciado no site da Luminus de Shampoo + Condicionador + 5 ou 7 potinhos de cápsulas de vitaminas deles pra testar o crescimento dos meus fios.

E o resultado usando os três produtos combinados foi esse:

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Essa foto foi tirada dia 22 de setembro de 2018 quando comecei a usar os três produtos.

E essa foto foi tirada dia 2 de outubro:

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A franja tinha dado uma diminuída porque eu sem querer queimei ela usando o secador hahahahaahaha

Mas eu achei que dos lados ele tinha criado volume… minha cabeça estava raspada antes… e tava bem batidinha… e usando os produtos eu senti que ela deu um volume.

Mas agora, fazendo esses posts eu acho que os produtos da Lee Stafford são mais eficientes.

Acho que vou manter só as vitaminas da Luminus Hair. E não vou usar mais nem o Shampoo nem o Condicionador porque achei que eles não cumprem com o prometido.

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Taí as provas pra vocês verem os resultados depois do meu uso dos Shampoo e Condicionador Luminus Hair + Cápsulas, tirem suas próprias conclusões.

Até o próximo post,

Beijos

Mah.

Review Lee Stafford: Shampoo + Condicionador.

Olá gente! ❤

Voltando com novidades quentinhas aqui pra vocês sobre meu shampoo e condicionador para crescimento capilar que estou usando atualmente.

O que escolhi pra esse momento é o da linha Lee Stafford e estou usando tanto o Shampoo quanto o condicionador.

Eles são esses aqui ó:

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Eles prometem o crescimento do cabelo quando eles já estão empacados em um certo comprimento e não querem mais sair daquele lugar, sabe?

E funciona mesmo!

O meu cabelo antes de eu começar a usá-los estava assim:

 

Eles estvam desiguais dos dois lados, porque eu mesma tinha feito esse corte no meu cabelo hahahahhaha e ficou assim meio tortinho…. mais cheio de um lado e mais vazio do outro ….

Só que aí eu comecei a usar esse shampoo e esse condicionador… e de 14 de janeiro que são essas primeiras fotos até 21 de fevereiro que são as próximas fotos, meu cabelo ficou assim:

mamiorzinho

A franja cresceu bastante e o comprimento dele também… eu já taquei a tesoura nele de novo… dei umas cortadinhas de novo! Eu realmente preciso parar com isso! mas no geral o cabelo cresceu muito pra um mês de uso dos produtos e estou bem feliz com o resultado!

Vale lembrar que eu uso todos os dias o Luminus Hair em cápsulas. E que com certeza esse resultado é potencializado pelo uso dessas vitaminas.

Mas no geral eu acho que o Lee Stafford cumpre muito bem com o que promete.

Agora o que eu mais quero é comprar a máscara de hidratação da Lee Starford.

Que é essa aqui ó:

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Pelo que eu li sobre ela, ela é cheia das proteínas, riquíssima! Justamente o material que constitui nosso cabelo. E faz o cabelo crescer ainda mais! Um luxo!

Bom, esse foi o review com fotos autênticas que comprovam os resultados e espero que vocês tenham gostado!

Até o próximo post!

Beijos,

Mah!

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Evolução do meu Cabelo. 2018/2019.

Olá.. esse post é antigo…. foi um dos que foram deletados quando resolvi que não ia mais bloggar aqui, mas agora decidi voltar com ele porque estou um pouco ansiosa pro meu cabelo crescer e o que decidir fazer com ele – se corto a franja ou não… – e resolvi fazer uma retrospectiva deeeesde lá o comecinho do meu primeiro corte do meu cabelo no ano passado pra ficar mais feliz com meu cabelo.

Então vamos lá:

Ano passado eu estava com o cabelo bem compridinho até… aí eu fui lá no Soho da Vila Mariana e procurei o Fausto pra ele fazer californiana em mim, mas ele falou que o meu cabelo não aguentaria a química e deu como desculpa que meu cabelo estava com alisamento sendo que eu não fazia esse tipo de procedimento a pelo menos uns 3 anos e eu já vinha cortando o cabelo de tempos em tempos. Ou seja, impossível isso ser verdade. Aí ele disse que eu tinha que fazer um tratamento primeiro no cabelo pra depois poder fazer a californiana e esse tratamento custava uns 400 reais e eu tinha que fazer pelo menos 3 sessões dele de 1 em 1 meses até poder fazer a californiana.

cabelo1

 Meu cabelo estava assim e eu mesma já tinha feito um teste de mecha caseiro em casa que mostrava que meu cabelo aguentava sim uma descoloração como vocês podem ver na foto.

Aí eu fiz a primeira sessão do tratamento fajuto do cara mas saí do salão me sentindo enganada.

Saí de lá e poucos dias depois eu cortei o cabelo.

#shortHair

Ah é, isso tudo em 2017 ainda… quando eu estava fazendo faculdade de Design.

Aí fiquei com o cabelo assim um bom tempo. curtinho e não mexi mais nele…. fui deixando crescer.

Quando ele cresceu mais um pouquinho eu pintei ele de rosa.

Tô rosa! 💖 #pink

E foi aí que meus problemas começaram… na real eu estava muito feliz com meu cabelo rosa. Mesmo. de verdade.

Primeiro porque nenhum salão que eu fui queria fazer ele rosa assim.

Fui no Retrô Hair e eles se negaram a fazer, alegando a mesma coisa do Soho: que eu tinha alisamento sendo que eu não tinha. E que meu cabelo não ia aguentar a química.

Aí eu já tava puta que esses salões metidos a besta não queriam fazer o serviço em mim e resolvi ir no salão aqui do bairro e fazer em alguém que estivesse disposto a fazer o serviço na minha cabeça.

Dito e feito. Aqui no salão simplérrimo do bairro eles fizeram meu cabelo rosa, ficou lindo e eu fiquei satisfeita.

Depois eu mesma pintava meu cabelo sozinha em casa quando precisava retocar a cor.

Tava tudo lindo e perfeito. Claro que quando desbotava a cor meu cabelo ficava horroroso mas era só pintar de novo que ele voltava a ficar lindo de novo…. e isso era uma coisa que eu tinha que fazer TODA SEMANA. Quem tem cabelo colorido sabe do que eu estou falando….

Beleza. Aí eu resolvi entrar numa agência de modelo. E lá eles criticaram meu cabelo cor de rosa e me obrigaram a pintar meu cabelo de castanho. Por cima da tinta rosa.

Meu cabelo ficou um LIXO.

lixo

Aí eu tentava recuperar ele de todas as formas mas não tinha mais jeito… ele estava morto. E em tudo quanto que era lugar que eu ia – seja na agência ou em salões tipo o Retrô Hair – eles me falavam: Seu cabelo é ruim. Seu cabelo é feio. Assim… com esse seu cabelo…. e me botavam pra baixo, me denegriam.

Aí eu entrei um dia num salão ali na Ana Rosa que eu gostei do cabelereiro de lá, depois de ter ido mais uma vez no Retrô Hair e eles terem me denegrido e falado que meu cabelo não dava nem pra fazer um corte e resolvi que eu ia fazer um corte radical nesse salão.

E cortei o meu cabelo assim:

punk

Ficou super estiloso na época e eu tinha adorado do jeito que tinha ficado.

Fiquei um tempinho com esse corte mas era difícil manter ele e logo depois de um tempo eu voltei pra academia e lá na academia eu não me sentia bem usando esse cabelo … sei lá… era uma fase que eu não tava bem comigo mesma… e aí eu meti a tesoura no cabelo eu mesma.

Isso já era junho de 2018.

deuruim

Nessa época no início do ano eu tinha parado de frequentar o N.A pela primeira vez na vida pra sempre, tinha tomado essa decisão de nunca mais voltar praquela merda de irmandade. Me decepcionei com as pessoas de lá e com o propósito da irmandade que não existe. E eu estava tendo dificuldades até o meio do ano de ficar numa boa sem a ajuda de ninguém.

E foi nessa época que eu tinha conseguido parar de beber pela primeira vez desde o início do ano – que eu estava bebendo todos os dias – e que eu tinha decidido voltar a fazer dieta e entrar novamente na academia.

E eu estava com os sentimentos todos embraralhados e confusos…. e o meu cabelo refletia isso. Eu não aguentei ficar com o corte estiloso… eu acabei metendo a tesoura nele e deixando ele uma merda. Porque eu estava ansiosa demais um dia e pensei “preciso me livrar de todo cabelo ruim que eu tenho e começar do zero”. Eu não sei explicar de onde veio essa ideia … mas era só o que passava na minha cabeça…. eu realmente estava mal.

Aí meu cabelo foi crescendo e eu fui melhorando. Em todos os aspectos.

melhor

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Eu fui melhorando a cada fase, malhando, fazendo dieta, ficando longe de bebida… aprendendo a beber socialmente…. e não daquele jeito que N.A me dizia que eu só sabia beber… fui aprendendo que eu não preciso da ajuda de ninguém pra fazer as coisas certas. Que eu só conto comigo mesma. Fui aprendendo a ficar longe de quem me atrapalha, de quem tem energia negativa. Fui evoluindo…. e meu cabelo foi crescendo junto, saudável, macio, brilhoso… e natural. ❤

E já está bem grandinho.

E eeeeessa foi a evolução do meu cabelo de 2018 – da fase mais trash dele até 2019 agora… iniciando a história dele lá em 2017. ❤

Em breve farei posts sobre os produtinhos de cabelo que eu uso e tal e comentarei novas coisas aqui com vocês.

Beijundas,

Mah.

 

Capítulo II – O fim do trabalho e do emprego no capitalismo atual: Realidade ou Mito?

Dando continuidade á sequência dos posts que venho fazendo sobre o livro “Capitalismo, Trabalho e Emprego – Entre o Paradigma da Destruição e os Caminhos da Reconstrução”, do Mauricio Godinho Delgado, entro no segundo capítulo agora para abordar em breves palavras do que se trata esse capítulo em que o foco é dar explicações sobre a máxima “O fim do trabalho e do emprego no capitalismo atual: Realidade ou Mito?”

Bem, aqui o autor nos leciona que existem três fatores que nos levam ao categórico discurso de que o emprego e o trabalho se derruíram a partir do século XX e XXI a partir de uma característica de “desemprego estrutural”.

Desemprego estrutural este que seria: “A natureza estrutural do desemprego contemporâneo derivaria de nova maneira específica de se organizar e se desenvolver o novo capitalismo, em que estariam inexoravelmente sendo colocadas em xeque não apenas a relação empregatícia, como também a própria realidade do trabalho.”

Os três fatores que levariam ao discurso, e que teriam tido de fato impacto no Trabalho e no Emprego teriam sido:

a) Terceira Revolução Tecnológica

b) Processo de Reestruturação Empresarial

c) Acentuação da concorrência capitalista, inclusive no plano internacional.

A construção desse diagnóstico, contudo, por si só, já produz outro fator de grande influência nesta temática nas últimas décadas, qual seja, a formação de matriz intelectual que defende a todo custo o suposto fim do emprego, e mesmo, do próprio trabalho.

E surge aqui também outro fator que acaba por influenciar, direta ou indiretamente, a dinâmica da equação emprego/desemprego. Trata-se das modificações jurídicas implementadas  na configuração institucional do mercado de trabalho e das normas que regulam suas relações integrantes (ou modificações normativas trabalhistas).

Esses cinco fatores, que têm trazido forte impacto à área do trabalho e do emprego desde os anos 1970/1980, serão examinados nos ítens a seguir.

O primeiro fator destaca-se por um complexo significativo de inovações ou alterações tecnológicas ocorridas ou acentuadas nas últimas décadas, que se passou a denominar de terceira revolução tecnológica, indutora, em seu conjunto, de mudanças relevantes no campo da estruturação e dinâmica do trabalho.

O que acontece é que as inovações tecnológicas mudaram o caráter estrutural interno das empresas, aprimorando sua produtividade, quando foram inseridas a microinformática assim como a robótica e isso teve um forte impacto na extinção de postos de trabalho, se olharmos pelo lado negativo, mas também pelo lado da produtividade, houve uma modernização… inclusive se pensarmos em novas formas de trabalho como o teletrabalho e o home office. Houveram então mudanças.

Da mesma forma que além do impacto na produtividade, houve também impacto na produção das empresas com o avanço tecnológico, elas passaram a produzir mais, o que lá na outra ponta, no consumo fizeram com que as pessoas consumissem mais de seus produtos ou serviços. E assim elas prosperaram. Então a Terceira Revolução Tecnológica não é só esse discurso negativo que as pessoas falam de que “as máquinas tiraram o trabalho do homem”… também houve um lado positivo. O que anula em muito o discurso negativo repetitivo que ouvimos por aí.

Porque se de um lado a tecnologia extinguiu com alguns postos de trabalho, e isso é inegável, ela não é absoluta. O advogado não vai ser substituído pelo robô. Nem o designer, nem o estilista. Nem o médico, nem o dentista. O que houve foi uma mudança assim como aconteceu quando no século XIX os carros e ônibus substituíram os transportes por tração animal. Houve uma mudança no cenário. Mas foi benéfica.

X———

Reestruturação Empresarial

O segundo desses fatores diz respeito ao importante processo de reestruturação empresarial vivenciado nestes últimos 30/40 anos, que também provocou forte impacto no mundo do trabalho.

O segundo grupo de fatores também tem caráter preponderantemente estrutural, embora não de modo exclusivo, é claro.

Ele envolve significativas modificações econômicas e organizacionais no plano de estruturação das empresas, ou seja, mudanças que se verificam no próprio processo de organização das entidades empresariais e nos sistemas de produção internos dessas entidades. Ou seja, é como as empresas se organizam no mundo e internamente em seus sistemas de produção. São mudanças que afetam a sua estrutura empresarial e seu modo de operar, pois alteram sua configuração/conformação.

Os anos 1970 e as décadas seguintes assistiram toda a revolução tecnológica e a implementação das tecnologias nas empresas e como ela impactou para a melhoria do processo produtivo. Foi visto em seu ápice a robotização na automação das indústrias e empresas, a microeletrônica, e finalmente a informática. Houve também o contínuo progresso das telecomunicações e a facilitação e o barateamento do transporte de bens e pessoas.

Esse quadro todo de modificações faz com que as próprias empresas se organizem de forma diferente e que o próprio processo de trabalho se modifique também.

No que tange á estrutura organizacional das empresas o que vai ter destaque, em certos segmentos, é a diluição das grandes unidades empresarias.

Como houve uma redução no custo do transporte nos meios de comunicação disponibilizados na última década, ao lado do objetivo gerencial de diminuição de tempo de produção e diminuição de estoques, as empresas podem abandonar ou ao menos tentar restringir o conceito de verticalização e concentração do sistema produtivo.

Passam, assim, a realizar a sistemática anteriormente dominante, delegando a subcontratação de outras empresas similares ou independentes que possam realizar a produção de distintos artefatos necessários a seu produto final, ou até mesmo, realizar fases inteiras de seu tradicional ciclo produtivo.

Ganha prestígio assim a idéia de empresas em rede, um modalidade de estruturação do sistema capitalista em que o foco clássico da concentração e centralização do capital está nas pequenas e médias empresas e em algumas grandes empresas e não mais nas megaplantas empresariais.

(To be continued… )

Diante da nova postura de vida adotada pela Autora do blog:

Se você quiser saber mais sobre o II Capítulo desse livro: Foda-se. Compra a merda do livro, baixa o pdf na web, ou vem conversar comigo pessoalmente que eu vou adorar debater sobre o assunto.

Não vou mais ficar escrevendo resenhas completas de graça pra neguinho preguiçoso pão duro não. Vai gastar seu dinheiro em coisa que importa ao invés de gastar com cachaça e puta. Porra.

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Porque não devemos buscar a vingança.

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Sabe, eu estava relembrando do meu passado agora a pouco e mexi numa parte dele que sempre me faz chorar…. eu estudava num colégio em Copacabana no Rio de Janeiro que eu gostava muito e tinha minhas amizades todas já estabelecidas por lá… eu, poderia se dizer, era bem popular nesse colégio mas sem pertencer ao grupo das meninas mais bonitas ou ditas “patricinhas”, até porque todos éramos muito crianças pra nos rotular dessa forma já…. mas eu era a menina levada, que corria o recreio inteiro, aprontava, brincava com os garotos e até os enfrentava junto com uma colega inseparável, e nos divertíamos muito. Eu era bem feliz nesse colégio.

Mas minha mãe trabalhava em outro bairro, em Ipanema, e meu pai não queria mais me levar pro colégio… ele na realidade estava infeliz de morar no Rio de Janeiro e não tinha como voltar pra Manaus e fazia de tudo pra ser meio …. em fim. Nisso minha mãe resolveu me matricular em outra escola, ao lado do trabalho dela, pra ela poder me levar e me pegar do colégio …. Acontece que quando eu me mudei pra esse colégio eu não me adaptei nadinha ao novo colégio.

Não fiz amigos, ninguém gostava de mim, as pessoas me zoavam porque eu tinha nascido em Fortaleza e me chamavam de faxineira ou paraíba, e faziam os bullyings mais bizarros comigo e eu sempre voltava pra casa chorando. Ninguém falava comigo, e quem falava falava por pena.

Isso era 4º série… essas meninas do colégio já eram patricinhas, já beijavam na boca…. eu vinha de um colégio que a gente se dava tapa no recreio, brincava de bola…. não tinha nada a ver com a cultura desse colégio. Eu odiei esse colégio desde o primeiro dia.

Mas eu tentava ali, me encaixar no padrão das meninas pra poder pertencer aquele grupo, mas quanto mais eu tentava pertencer menos eu conseguia, não era eu…. e elas mais sacaneavam.

Bom, não preciso nem dizer que garoto nenhum olhava pra mim né. Isso já fica implícito. Mas eu realmente não me importava com garoto nenhum, eu acho que eu era bem do tipo “Garotos, eca!”

E só quando eu estava na 8º série eu fiz amizade com uma menina repetente chamada C. e ela tinha um estilo de blusas de flanela e calças jeans rasgadas, um all star… e curtia umas blusas de banda de rock. Curtia ouvir Nirvana e Pearl Jam e as ideias dela era meio que “Foda-se o mundo, foda-se os outros e o que eles vão achar de mim”.

Eu comecei a fazer amizade com essa menina e virar amiga dela até que um belo dia eu resolvi me libertar daquele padrãozinho que eu tentava me encaixar sem sucesso e falar “foda-se” também. Eu resolvi assumir que era diferente – não sabia exatamente como nem porquê era diferente, mas era – e que dali em diante eu iria usar umas calças rasgadas, rabiscadas, umas correntes, umas blusas flaneladas, e me vestir de um jeito diferente que pra mim aquilo significava expressar que eu era diferente de todos aqueles que eu não conseguia nem rolava de me encaixar no padrão – E eu já vinha tentando isso a anos.

E nisso eu comecei a fazer novas amizades, com o pessoal mais velho do 2º ano… uma galera que tinha alguns que eram mais grunges, outros mais metaleiros… e eu fui tateando nessas tribos ora sendo grunge, daqui a pouco eu era metaleira, até que a gente começou a ir escondido pro Heavy Duty – um bar de metal numa zona bizarra do RJ – escondidos de nossos pais.

E pra mim, nessa época eu nem bebia nem usava drogas e eu só queria estar em um lugar descolado, alternativo, que tocasse rock e fazer uma pose de mal com meus amigos e ter um bom momento…. e não via nada de ruim nisso.

Só que numa dessas vezes minha mãe descobriu que a gente foi pra lá e foi atrás da gente junto com a mãe do meu namorado da época e buscou a gente no meio do role. Levou eu, meu namorado e acho que o irmão do meu namorado embora do role…. um lance desses. Mas eu e o namorado fomos embora… isso eu lembro muito bem.

A galera ficou em choque, ria da gente…. zuava a gente… e agente tomando um puta esporro na frente de geral…

E pra piorar a situação minha mãe ligou pra todos os pais dos meus amigos que estavam e não estavam no role e contou que a gente ia escondido pra esse tal Heavy Duty.

Consequência: Eu, que não tinha amigos da 4º até a 8º série, na 8º série voltei a não ter mais amigos nenhum.

Todo esse pessoal parou de falar comigo, começou a virar a cara pra mim, me tratar mal, falar coisas do tipo “sai daqui! você é chave de cadeia! vai embora!” e coisas assim… e eu fui ficando mal fui ficando mal…. e foi quando eu resolvi que ia começar a beber… e a fumar cigarro… e um pouco depois começar a procurar novas amizades em outras portas de colégio e começar a usar drogas.

Foi meio que pra falar a real uma coisa meio que assim:

“Ah é? Você quer guerra? Então você vai ter guerra. Se eu não te dava motivo pra você destruir o meu círculo social eu agora vou te dar todos os motivos pra você odiar as pessoas com quem eu ando e tudo o que eu faço”.

Tipo isso.

E comecei a me destruir.

No primeiro dia de aula eu cheguei de ressaca, ainda meio bêbada, com vários cortes feitos nos braços, tentei me furar no rosto com agulha de piercing, cheguei toda machucada, com sangue pisado em várias partes do corpo na escola no 1º ano do 2º grau nessa escola que eu estudava em Ipanema.

No intervalo fui fumar um cigarro mentolado no banheiro e o povo todo achou que eu estava fumando maconha no banheiro.

Não demorou muito pra eu virar pra minha mãe e falar “Eu não quero mais estudar”. “Eu não volto mais naquela merda de colégio”.

Eu realmente estava empenhada em me destruir e acabar com minha vida.

Virou uma chavinha, sabe?

E daí pra frente foram anos, pulando de grupo em grupo de punks, reggae, clubbers, o que fosse…. atrás de aceitação, role, companhias, música, baladas, drogas, relacionamentos,…. ceninha…

e muita droga.

De 2001 a 2009.

Até que com 24 anos o meu corpo pifou.

Eu vi que todas as cagadas que eu estava fazendo não estavam me levando a lugar nenhum e que essa vigancinha eterna contra minha mãe só estava me matando.

Que o erro que ela cometeu não ia se apagar, que eu posso não perdoar ela até hoje…. mas e os “amigos”… eram tão amigos assim? Foram tão amigos assim comigo?

Quem ficou do meu lado na época? Quem ficou comigo?

Não lembro…. Me arriscaria em dizer que B., pois ela sempre esteve do meu lado em todas as situações em nossa adolescência.

Mas acho que só.

Ou seja, nada vai recuperar o estrago. E a decisão de me vingar me auto destruindo foi minha. E só eu me prejudiquei dessa forma. Na real, eu prejudiquei toda minha família durante um bom tempo. Infernizei a vida deles durante um bom tempo, até eles “lavarem as mãos”….

E pra quê? A troco de que?

Olha, eu acho que essa história é muito triste e eu não desejo pra ninguém. Mas ela é minha história e se servir de uma leitura pra alguém que estiver passando por isso e tiver como decidir por alguma coisa eu só recomendaria que não se precipitasse em escolher pelo caminho da vingança …. porque esse envenena a alma.

=(