7 sugestões de temas para TCC na área criminal.

Dentre os desafios que o estudante de direito enfrenta no decorrer do curso, a escolha do tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é, talvez, a decisão mais difícil a ser tomada. Com o intuito de auxiliar os estudantes nesta difícil etapa, a Redação do Canal Ciências Criminais preparou uma lista com 12 sugestões de assuntos atuais e de extrema relevância que podem ser abordados nas monografias.

Abaixo de cada item, há a indicação de artigos publicados no Canal Ciências Criminais relacionados aos temas:

1) Expansão do Direito Penal e controle de fluxos migratórios na contemporaneidade

Mixofobia: Por que a Europa tem medo dos migrantes?

Sobre descasos e excessos: Direito Penal e imigração na União Europeia

2) Responsabilidade penal frente à nova criminalidade

Responsabilidade penal da pessoa jurídica: a visão europeia

Teoria do domínio do fato na Ação Penal 470

3) A crise da execução penal no Brasil

O fim do semiaberto e a vitória da sociedade

A atuação do advogado criminalista na execução penal

4) Lavagem de dinheiro e a teoria da cegueira deliberada

Teoria da cegueira deliberada e o crime de receptação

Lavagem de dinheiro: todo mundo fala, mas será que todos sabem o que é?

5) Crimes digitais e a discussão sobre (in) adequação dos tipos penais

Crimes digitais: do que estamos falando?

Crimes digitais e os vírus computacionais

6) Sistema penitenciário brasileiro e efeitos da prisionização

Diário de um agente penitenciário: o início de tudo

Experimento de Stanford: os efeitos devastadores da pena de prisão

7) Audiência de custódia no processo penal brasileiro

Audiência de custódia: será o fim dos abusos cometidos pela polícia?

Audiência de custódia e o jeitinho brasileiro

Na próxima semana teremos mais indicações de temas!

Fonte: Canal Ciências Criminais

 

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Tendência Home-Decor Astrológica.

Eu vivo de olho no que rola de fotografia no instagrammms e além dos universos das plantinhas que tanto é propagado aqui dentro e lá fora, uma das coisas que mais me chamou atenção eram aquelas Tapestries de zodíaco que apareciam penduradas na parede perto da cama das meninas que viralizaram pelo feed.

Nisso eu fui me informar sobre essa tendência aqui pela web… e achei um post num blog muito interessante!!!!

No site Follow The Colours eles fizeram um post somente sobre decoração astrológica e eu separei o que me chamou mais atenção e que eu dei uma pirada e separei algumas coisas pra decorar meu quarto:

4 – ALMOFADAS

Para complementar a sua décor astrológica, as almofadas vão bem! No sofá, na cama, naquele cantinho de leitura. Você pode misturar diversas estampas e motivos dentro do tema. O legal é que conseguimos achar uma mais bonita que a outra!

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No caso eu não achei mais as almofadas de signo disponíveis para venda então eu resolvi escolher uma nova tendência de decoração que é o Preto com Dourado e estou pensando em comprar duas almofadas dessas:

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Outra coisa que também me agradou mais que tudo foram as tapestries, que são como bandeiras para pendurar na parede estampadas com esses motivos de zodíaco que dão um charme todo especial pra decoração do ambiente.

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E o que eu escolhi pra comprar foi esse:

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6 – OUTRAS IDEIAS MINIMALISTAS

Tem muita coisa legal rolando no Pinterest! Esses móbiles ‘Fases da lua’ são tendência e estão em todo lugar. Podem ser feitos de cerâmica, metal, cerâmica plástica, madeira e muitos outros materiais. Esse da imagem é da Lady Scorpio. 

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Mas também achei um mais baratinho vendendo na Urban Outfitters:

https://www.urbanoutfitters.com/shop/hammered-metal-moon-cycle-banner?category=SEARCHRESULTS&color=070

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Pra quem quiser ler o post completo e dar um tapa na decor do quarto basta seguir o link:

Décor Astrológica: Como adicionar um toque místico e trazer para sua casa essa tendência de decoração

Só que eu fiz a loka e também comprei uma roupa de cama ma-ra-vi-lho-sa toda blogueirinha pra mim ❤

HAHAHAHAHHAHAAHAH

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Olha o conjunto de cama lindo que eu comprei pra mim ❤ Vem o edredom e a capa de travesseiro… to querendo comprar dois travesseiros, duas almofadas novas…. e só. pra cama.

Daí pra colocar no quarto eu to querendo colocar essas coisinhas:

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Umas prateleiras com umas plantinhas e livros e uma mesinha com a cadeira de madeira que tinha antigamente na sala…

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Teoria das Janelas Quebradas – Broken Windows. {James Q. Wilson & George L. Kelling}

Estou lendo o texto sobre a Teoria das Janelas Quebradas – Broken Widows – que faz parte dos textos sobre a Escola Neo-Realista de Direita das Escolas Penais onde o texto é de autoria de James Q. Wilson e George L. Kelling.

No texto eles abordam uma nova prática de política criminal que foi adotada nos EUA em 28 países onde os policiais passariam a fazer a patrulha a pé por alguns dos bairros enquanto que em outros não.

Após 5 anos de implementação dessa política criminal os resultados obtidos foram de que realmente a patrulha a pe não diminuía a taxa de criminalidade mas os moradores desses bairros patrulhados a pe se sentiam mais seguros do que aqueles patrulhados por viaturas. E esse resultado foi surpreendente para polícia que estava analisando esses dados.

E ao analisar esse resultado eles começaram a descrever como que os moradores tinham esse sentimento falso de segurança, quando as taxas na verdade não caíam ou pelo contrário poderiam até estar aumentando… O que acontecia era que os policiais eram brancos numa população de um bairro onde todos eram negros e eles faziam esse controle social.

“E aqui cabe minha observação sobre isso que é no sentido de que a raça nesse caso foi bizarramente utilizada para controle social colocando pessoas em papel de dominador e outras em papel de dominados.”

E nisso mais pra frente a gente vê no texto que os autores vão explicando que a partir disso existia um meio muito inóspito nesse bairro, com as pessoas locais e os estranhos (locais e houles; locals and strangers, etc.) e nisso foram criadas regras de comportamento para se manter a “ordem”. E que quem desobedecesse á essa ordem implícita era levado á prisão. E todos eram mantidos dentro de um controle nesse bairro para que as coisas funcionassem bem.

Isso porque qual era o maior medo de uma população? Ser incomodado por um estranho… ser molestado por um delinquente, mas não um criminoso em si mas um desviante, como por exemplo um drogado, uma prostituta, etc…

“Aí cabe mais um comentário meu que é aquele de taxar certas pessoas da sociedade como as indesejadas/inimigas.”

Mas o mais cético pode pensar que o mais capacitado policial pode manter a ordem mas que isso não tem muito a ver com a fonte do medo da população que é na verdade o crime violento. Em algum sentido isso é verdade. Mas temos que ter duas coisas em mente: a primeira é que o observador de fora não pode prever o quanto de ansiedade ferve dos bairros das grandes cidades do medo do crime real e quanto isso vem de um senso de que a rua é desordenada, como uma fonte de encontros desastrosos e preocupantes. No bairro analisado, em Newark, a julgar pelo comportamento e pelo resultado apurado após os 5 anos, os moradores valorizavam a ordem pública e se sentiam aliviados e apoiavam a atuação policial em ajudar e manter a ordem.

Em segundo lugar, em um nível de comunidade, desordem e crime são normalmente fatores inextricavelmente ligados, meio que numa sequência de desenvolvimento.

E nisso no texto eles apresentam a teoria das janelas quebradas. Que é basicamente num bairro onde uma janela foi quebrada não importa se esse bairro for um bairro bom ou num bairro ruim mas que se uma janela estiver quebrada todas as outras irão ser quebradas também logo em breve. E que a destruição em massa de janelas não tem a ver com o fato de que algumas áreas são habitadas por pessoas que quebram janelas enquanto outras áreas existem amantes de janela; Na verdade é que quando se tem uma janela quebrada e não se conserta, mais janelas serão quebradas porque parece que ninguém liga para elas. (Fazer isso sempre foi divertido).

 E testaram essa teoria colocando dois carros em dois bairros diferentes. Um no Bronx, e outro no Palo Alto, na California. Quando colocaram no Bronx, deixaram o carro sem placa com o capô levantado e bastaram dez minutos para que começassem os vandalismos. Já no Palo Alto, deixaram um carro nas mesmas condições. Não tocaram no carro durante uma semana. Nisso a pessoa que estava conduzindo a experiência amassou o carro com uma marreta e bastou isso para que o carro fosse vandalizado pelos moradores do bairro de Palo Alto. Aqui vale ressaltar uma informação importante desse trecho do texto: Em ambos os bairros os “vândalos” pareciam ser brancos respeitáveis.

E aqui vem o pulo do gato MIAU do texto que eu considero:

Que as coisas abandonadas acabam se tornando uma deixa até pra quem mesmo se julga cumpridor da lei e que na real como o Bronx já tem um histórico no bairro de que as pessoas tem suas coisas roubadas e abandonadas então o senso de “no one cares” faz com que as pessoas vandalizem mais rápido o carro do que na pacata Palo Alto onde as pessoas se importam com seus bens materiais… MAS MAS MAS MAS que o vandalismo pode acontecer em qualquer lugar onde as barreiras – sejam elas de um mútuo senso de cuidado/respeito ou obrigações civis – são rebaixadas em ações do tipo “no one cares”.

E ainda estou na 4º página de 10. Ainda tem muita teoria aí pra pensar. 🙂

Para baixar o texto original clique aqui –>  _atlantic_monthly-broken_windows.

xoxoxoxoxoxoxoxoxoxo

OMG!!! Leiam isso…

“In Boston public housing projects, the greatest fear was expressed by persons living in the buildings where disorderliness and incivility, not crime, were the greatest, Knowing this helps one understand the significance of such otherwise harmless displays, as subway graffiti. As Nathan Glazer has written, the proliferation of graffiti, even when not obscene, confronts the subway rider with the “inescapable knowledge that the environment he must endure for an hour or more a day is uncontrolled and uncontrollable, and that anyone can invade it to do whatever damage and mischief the mind suggests.”

 

Em busca de inspirações para Looks de Trabalho Estilosos!

Essa semana eu comecei a procurar novas inspirações na vida e observando alguns perfis no Instagram eu percebi que algumas meninas se destacam muito por construir um estilo pessoal muito original e marcante.

Eu fiquei muito animada com essa ideia e resolvi iniciar um post com fotos de pessoas muito estilosas vestidas para trabalhar que eu encontrei na região da Avenida Paulista, mais especificamente ali pela Alameda Santos e tal, aquela região super aconchegante onde as pessoas costumam almoçar 🙂

A primeira pessoa do post – que está sendo construído, pois hoje foi difícil achar mais pessoas além dela – foi a querida Camila 🙂

Camila

Super simpática, Camila nos contou que adora combinar peças clássicas com modernas e concordamos que as pessoas tem uma ideia de que por trabalharem em escritório, às vezes, elas pensam que tem que usar mais aquela coisa de calça social, blusa social, sapatilha e não fogem muito disso… porque o ambiente é muito conservador…. mas que o legal é justamente dar essa quebrada com algo estiloso no look.

O que mais me chamou atenção no look da Camila foi a anckle boot dela de oncinha maravilhosa! Que me lembrou muito uma referência de estilo que eu estava salvando esses dias:

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A Camila estava super estilosa e bem humorada! Viva! 😀

Agora o próximo passo é fotografar mais pessoas estilosas com looks de trabalho, conversar com elas sobre estilo e tentar aprender com elas a ser mais estilosa também.

Afinal, pessoas nos inspiram!

Uma reflexão sobre o papel da mulher.

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Eu me deparei com um artigo sobre mobilidade urbana e o ponto de vista feminino sobre a urbanização e como seria a cidade ideal sob o olhar feminino.

Mas ao me deparar com esse quadrinho eu fico um pouco estarrecida.

Em todas as áreas que eu leio sobre algo que demonstre razões/por quês da mulher estar em condições de inferioridade uma coisa que é apontada é o afazer doméstico.

Poxa. Então será que ISSO não é que está errado? Os homens não tem a MESMA responsabilidade pelos afazeres domésticos que as mulheres?

Mas os dados são interessantes porque mostram como nossa sociedade é tão patriarcal.

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Ahhhh Graças a Deus! Não falei?

hahahhahahahahahahahhaha

Enfim, matéria incrível:

https://revistatrip.uol.com.br/tpm/arquitetura-e-planejamento-urbano-a-cidade-ideal-das-mulheres

E pra fechar uma playlist de empoderamento:

E no fim de tudo… Animada! :)

Ai que bom! Então no final das contas vão ser 4 matérias nesse semestre sendo 3 onlines e 1 presencial.

Deixei pra fazer essa presencial na quinta-feira á noite na Avenida Paulista que é mais pertinho de casa e dá pra ir e voltar de ônibus… e ouvindo música no caminho.

Também por que aí fico com a sexta livre pros grupos de estudo do ibccrim e também porque me candidatei pra um curso de Direito Penal Econômico na USP que se rolar são ás segundas e quartas á noite.

Eu também queria conseguir cursar uma matéria além dessas que eu estou cursando que seria ou Direito do Consumidor ou Direito do Trabalho pra ficar só com uma DP no currículo… porque isso já me ajudaria pra vários planos acadêmicos e profissionais…

Estou realmente intrigada como que eu fui dispensada de todas as matérias de 5º período.. como será que mudou a grade? o.O

Por isso que não faço ideia de quando me formo… só sei que de 10 períodos não passa… então, Carpe Diem!

O negócio agora é ter foco e disciplina pra criar uma rotina bacana e saudável pra fazer os estudos serem constantes e render.

Vamo lá! Tô animada. 😀

Não se governa com o verbo. Há um ditado da sabedoria mineira que diz: quem fala muito dá bom dia a cavalo.

Antônio Cláudio Mariz de Oliveira*, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2019 | 03h00

Governa-se, ou deveria ser assim, com ações. As palavras servem para explicar e justificar as condutas. Ambas, ações e palavras, devem ser precedidas de reflexões, análises e ponderações. A palavra pode preceder a ação, mas se esta não for efetivada ou se não estiver consentânea com o que foi dito e anunciado, a palavra será desvalorizada, e o seu autor ficará desacreditado.

Ademais, pensamentos e ideias devem estar previamente alinhados com projetos de interesse coletivo, e não representar desejos pessoais, desalinhados dos anseios da sociedade. Não havendo esse alinhamento, melhor seria o silêncio.

No entanto, como não se tem silenciado, ao menos em respeito ao dia que começa, as entrevistas nos cafés da manhã deveriam ser transferidas para os chás da tarde. Em vez de permanecerem vivas na lembrança dos interlocutores durante todo o dia, essas entrevistas dadas no final da tarde só maltratariam a memória por poucas horas.

Por vezes o conteúdo dos pronunciamentos não é confirmado no dia seguinte, a pretexto de terem sido mal interpretados, ou de terem sido deturpados pela imprensa. Quando a matéria escapa de seu entendimento, ele cria polêmicas por meio de questionamentos incabíveis e inadequados, ou a substitui por questões menores e sem interesse. Em ambas as hipóteses todos os que tomaram conhecimento de sua fala ficam perplexos e confusos.

Uma marca desses pronunciamentos é a capacidade que têm criar desavenças e desarmonias. Em regra contêm um caráter negativo, contestatório de conceitos e opiniões que já estão sedimentados na cultura social.

Temas os mais variados, alguns singelos e de fácil compreensão, outros complexos, passaram a ser alvo de contestação desprovida de explicação racional, que acaba provocando acirradas polêmicas e um grande desconforto, que atinge até mesmo os seus mais próximos colaboradores.

Em lúcido, oportuno e esclarecedor editorial, O esgarçamento do tecido social (21/7, A3) O Estado de S. Paulo retratou com exatidão as consequências desse comportamento que utiliza a palavra a esmo, sem base fática ou sem uma exata correspondência com a realidade. A primeira delas é a disseminação de um clima de intolerância, polarização, discriminação, “diminuição das liberdades e tantos outros retrocessos civilizatórios”. Esses efeitos atingem de maneira frontal, conforme com razão afirma o jornal, um dos objetivos da República, que é “construir uma sociedade livre, justa e solidária” (artigo 3.º, I, da Constituição). Após ponderar que o estímulo à dissidência e à divisão do País não é iniciativa atual, pois governos anteriores já dele se utilizaram, o editorial realça que tal fato não autoriza a sua repetição, ao contrário, obriga à sua extirpação como política e método de atuação.

Qual misterioso motivo o leva a contrariar o bom senso, o senso comum, enfim, a racionalidade, e a transformar suas ideias e palavras em manifestações de absoluto nonsense.

Assim, o fim do controle da velocidade nas estradas, a desnecessidade de cadeiras para as crianças nos automóveis, o apoio ao trabalho infantil, o seu desejo de substituir as tomadas trifásicas, a não cobrança de taxas em Fernão de Noronha (todos os países do mundo cobram em lugares turísticos), a pouca ou nenhuma preocupação com o meio ambiente, com a educação e com a saúde colocam-no como se observa, na contra mão do querer da sociedade. Ademais, parece que tudo o que lembra democracia, liberdade e aprimoramento das instituições e da sociedade não é do seu agrado: participação popular nos conselhos, existência de conselhos de controle profissional, existência do Exame de Ordem, sua aversão pelas ONGs, ataque à imprensa e a certos jornalistas, indisposição com governadores de regiões do País, pregação contra o “perigo do comunismo”, que não passa de mera invencionice, desapreço pela cultura e pela liberdade de criação artística.

Existem muitas outras manifestações que se colocam contra o bom senso, contra a lógica e contra a vontade popular. A lista é interminável, pois diariamente é acrescida de afirmações, comentários, conclusões, ataques impensados e improcedentes, lançados sem nenhuma objetividade e finalidade. As palavras utilizadas, desprovidas de reflexão, são jogadas ao léu. No entanto, preocupam, pois, embora por vezes desprovidas de lógica e de racionalidade, elas acarretam consequências, pela relevância do cargo ocupado por quem as pronuncia. Causam apreensão, discórdia, insegurança e por vezes temor.

Saliente-se que a sua intensa atividade verbal se mantém sempre distante das reais necessidades, dos anseios e das aspirações do povo brasileiro.

Estava me esquecendo das armas. O mundo quer o desarmamento. Em pesquisa recente a sociedade brasileira mostrou igualmente ser contra as armas. No entanto, promessa de campanha e conteúdo de discursos, a apologia da sociedade armada transformou-se num dos principais acordes da orquestra governamental. O maestro e seus músicos pregam que a sociedade estará mais segura se os seus integrantes, da criança ao idoso, estiverem bem municiados e treinados.

Alardeiam que armados nos poderíamos defender. Talvez, se os assaltantes nos avisassem com antecedência do assalto e pudéssemos nos entrincheirar… E aí teríamos no País intermináveis e emocionantes tiroteios. Como eles não nos comunicam do ataque, continuaremos a ficar impotentes, ou seremos mortos caso reajamos.

Aliás, se pudéssemos ouvir o grande e inesquecível Garrinha, ele diria do alto de sua sabedoria de homem primário e tosco, mas intuitivo e de bom senso: “Andar armado, só se combinarmos com os russos antes”.

Há um ditado, verdadeira máxima, reflexo da sabedoria mineira, que diz: “Quem fala muito dá bom dia a cavalo”. Significa que o excesso no falar transforma a fala em nonada, pois de tanto se falar ninguém mais dá valor à palavra falada.

*ADVOGADO CRIMINALISTA