Quem não foi… perdeu. Exposição Jean-Michel Basquiat no CCBB/SP.

Fui com minha mãe ver a exposição do Basquiat no CCBB de São Paulo ano passado e foi incrível ver as obras de perto!

A trajetória de um artista contemporâneo, negro, dentro do mundo das artes e sua proximidade com Andy Warhol eram excepcionais.

Deixo aqui meus registros da exposição com as obras que mais gostei:

 

Review: Luminus Hair Shampoo + Condicionador + Cápsulas

Olá gente,… tudo bem?

Agora estou voltado com mais um Review só que dessa vez sobre os queridinhos da Luminus Hair.

Eu comprei ano passado o combo anunciado no site da Luminus de Shampoo + Condicionador + 5 ou 7 potinhos de cápsulas de vitaminas deles pra testar o crescimento dos meus fios.

E o resultado usando os três produtos combinados foi esse:

inicio

Essa foto foi tirada dia 22 de setembro de 2018 quando comecei a usar os três produtos.

E essa foto foi tirada dia 2 de outubro:

mais cheinho

A franja tinha dado uma diminuída porque eu sem querer queimei ela usando o secador hahahahaahaha

Mas eu achei que dos lados ele tinha criado volume… minha cabeça estava raspada antes… e tava bem batidinha… e usando os produtos eu senti que ela deu um volume.

Mas agora, fazendo esses posts eu acho que os produtos da Lee Stafford são mais eficientes.

Acho que vou manter só as vitaminas da Luminus Hair. E não vou usar mais nem o Shampoo nem o Condicionador porque achei que eles não cumprem com o prometido.

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Taí as provas pra vocês verem os resultados depois do meu uso dos Shampoo e Condicionador Luminus Hair + Cápsulas, tirem suas próprias conclusões.

Até o próximo post,

Beijos

Mah.

Evolução do meu Cabelo. 2018/2019.

Olá.. esse post é antigo…. foi um dos que foram deletados quando resolvi que não ia mais bloggar aqui, mas agora decidi voltar com ele porque estou um pouco ansiosa pro meu cabelo crescer e o que decidir fazer com ele – se corto a franja ou não… – e resolvi fazer uma retrospectiva deeeesde lá o comecinho do meu primeiro corte do meu cabelo no ano passado pra ficar mais feliz com meu cabelo.

Então vamos lá:

Ano passado eu estava com o cabelo bem compridinho até… aí eu fui lá no Soho da Vila Mariana e procurei o Fausto pra ele fazer californiana em mim, mas ele falou que o meu cabelo não aguentaria a química e deu como desculpa que meu cabelo estava com alisamento sendo que eu não fazia esse tipo de procedimento a pelo menos uns 3 anos e eu já vinha cortando o cabelo de tempos em tempos. Ou seja, impossível isso ser verdade. Aí ele disse que eu tinha que fazer um tratamento primeiro no cabelo pra depois poder fazer a californiana e esse tratamento custava uns 400 reais e eu tinha que fazer pelo menos 3 sessões dele de 1 em 1 meses até poder fazer a californiana.

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 Meu cabelo estava assim e eu mesma já tinha feito um teste de mecha caseiro em casa que mostrava que meu cabelo aguentava sim uma descoloração como vocês podem ver na foto.

Aí eu fiz a primeira sessão do tratamento fajuto do cara mas saí do salão me sentindo enganada.

Saí de lá e poucos dias depois eu cortei o cabelo.

#shortHair

Ah é, isso tudo em 2017 ainda… quando eu estava fazendo faculdade de Design.

Aí fiquei com o cabelo assim um bom tempo. curtinho e não mexi mais nele…. fui deixando crescer.

Quando ele cresceu mais um pouquinho eu pintei ele de rosa.

Tô rosa! 💖 #pink

E foi aí que meus problemas começaram… na real eu estava muito feliz com meu cabelo rosa. Mesmo. de verdade.

Primeiro porque nenhum salão que eu fui queria fazer ele rosa assim.

Fui no Retrô Hair e eles se negaram a fazer, alegando a mesma coisa do Soho: que eu tinha alisamento sendo que eu não tinha. E que meu cabelo não ia aguentar a química.

Aí eu já tava puta que esses salões metidos a besta não queriam fazer o serviço em mim e resolvi ir no salão aqui do bairro e fazer em alguém que estivesse disposto a fazer o serviço na minha cabeça.

Dito e feito. Aqui no salão simplérrimo do bairro eles fizeram meu cabelo rosa, ficou lindo e eu fiquei satisfeita.

Depois eu mesma pintava meu cabelo sozinha em casa quando precisava retocar a cor.

Tava tudo lindo e perfeito. Claro que quando desbotava a cor meu cabelo ficava horroroso mas era só pintar de novo que ele voltava a ficar lindo de novo…. e isso era uma coisa que eu tinha que fazer TODA SEMANA. Quem tem cabelo colorido sabe do que eu estou falando….

Beleza. Aí eu resolvi entrar numa agência de modelo. E lá eles criticaram meu cabelo cor de rosa e me obrigaram a pintar meu cabelo de castanho. Por cima da tinta rosa.

Meu cabelo ficou um LIXO.

lixo

Aí eu tentava recuperar ele de todas as formas mas não tinha mais jeito… ele estava morto. E em tudo quanto que era lugar que eu ia – seja na agência ou em salões tipo o Retrô Hair – eles me falavam: Seu cabelo é ruim. Seu cabelo é feio. Assim… com esse seu cabelo…. e me botavam pra baixo, me denegriam.

Aí eu entrei um dia num salão ali na Ana Rosa que eu gostei do cabelereiro de lá, depois de ter ido mais uma vez no Retrô Hair e eles terem me denegrido e falado que meu cabelo não dava nem pra fazer um corte e resolvi que eu ia fazer um corte radical nesse salão.

E cortei o meu cabelo assim:

punk

Ficou super estiloso na época e eu tinha adorado do jeito que tinha ficado.

Fiquei um tempinho com esse corte mas era difícil manter ele e logo depois de um tempo eu voltei pra academia e lá na academia eu não me sentia bem usando esse cabelo … sei lá… era uma fase que eu não tava bem comigo mesma… e aí eu meti a tesoura no cabelo eu mesma.

Isso já era junho de 2018.

deuruim

Nessa época no início do ano eu tinha parado de frequentar o N.A pela primeira vez na vida pra sempre, tinha tomado essa decisão de nunca mais voltar praquela merda de irmandade. Me decepcionei com as pessoas de lá e com o propósito da irmandade que não existe. E eu estava tendo dificuldades até o meio do ano de ficar numa boa sem a ajuda de ninguém.

E foi nessa época que eu tinha conseguido parar de beber pela primeira vez desde o início do ano – que eu estava bebendo todos os dias – e que eu tinha decidido voltar a fazer dieta e entrar novamente na academia.

E eu estava com os sentimentos todos embraralhados e confusos…. e o meu cabelo refletia isso. Eu não aguentei ficar com o corte estiloso… eu acabei metendo a tesoura nele e deixando ele uma merda. Porque eu estava ansiosa demais um dia e pensei “preciso me livrar de todo cabelo ruim que eu tenho e começar do zero”. Eu não sei explicar de onde veio essa ideia … mas era só o que passava na minha cabeça…. eu realmente estava mal.

Aí meu cabelo foi crescendo e eu fui melhorando. Em todos os aspectos.

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Eu fui melhorando a cada fase, malhando, fazendo dieta, ficando longe de bebida… aprendendo a beber socialmente…. e não daquele jeito que N.A me dizia que eu só sabia beber… fui aprendendo que eu não preciso da ajuda de ninguém pra fazer as coisas certas. Que eu só conto comigo mesma. Fui aprendendo a ficar longe de quem me atrapalha, de quem tem energia negativa. Fui evoluindo…. e meu cabelo foi crescendo junto, saudável, macio, brilhoso… e natural. ❤

E já está bem grandinho.

E eeeeessa foi a evolução do meu cabelo de 2018 – da fase mais trash dele até 2019 agora… iniciando a história dele lá em 2017. ❤

Em breve farei posts sobre os produtinhos de cabelo que eu uso e tal e comentarei novas coisas aqui com vocês.

Beijundas,

Mah.

 

Outro conto… do ano passado.

Uma menina que não encontrava prazer nem satisfação em nada que fazia… já tinha tentado começar Administração, Direito, Gastronomia e Turismo. Não tinha se encontrado em nenhum dos cursos mas carregava consigo um sentimento de cobrança de que tinha que se formar em alguma coisa pra ser alguém. Pra conquistar um lugar no mercado de trabalho e dar orgulho aos seus pais.

Se matava de estudar, a cada empreitada, a cada início de semestre era a mesma coisa: montava uma planilha com o cronograma de estudos, as datas de prova, a rotina que ia ter, se planejava pra arrumar um estágio, estava sempre disposta e ansiosa pra engrenar na nova profissão mas logo no primeiro dia de aula em 5 minutos de lousa escrita ela se perguntava “Mas que raios eu estou fazendo aqui?”.

Ela não gostava do lugar, da matéria, dos professores, das pessoas, de nada! Odiava a faculdade. Ela não sabia mesmo do que gostava. Ela preferia estar mil vezes em casa, sem fazer nada. Ou num parque, correndo. Ou brincando com seu cachorro. Mas tinha que fazer alguma coisa.

E insistia, e voltava todos os dias pra mesma aula chata. Seja do curso que fosse. Ia, entrava e saía. Não fazia questão de nada. Só queria cumprir tabela. E acabar com aquela tarefa interminável.

No mais profundo silêncio ela sentia vontade de morrer. Era um vazio, uma dor que sentia no peito de não conseguir se entender e brigar consigo mesmo por tudo isso, que fazia ela ter vontade de explodir e sumir do mapa mas ela encontrava conforto e a saída na fútil e frívola válvula de escape do dinheiro, das coisas materiais que ele podia oferecer mesmo sabendo que ele não trazia felicidade.

Seus sonhos eram maiores do que seu próprio status financeiro podia lhe dar e ela era profundamente infeliz por isso e estava querendo sempre mais, e almejando coisas e situações e experiências que não podia ter e não podia viver querendo sempre além e com isso ela se frustrava e se sentia triste querendo viver uma realidade que não era sua e talvez por isso ela nunca estivesse satisfeita com nada. Porque estava sempre presa em ilusões, como diriam os budistas em suas escrituras.

Se ela optasse por um caminho mais humilde, e se tornasse mais tolerante, e olhasse pro que tinha com mais amor, e se desse por satisfeita e acreditasse que não precisasse de muito assim pra viver ela talvez conseguisse achar um pouco mais de paz e tirar todo aquele peso de suas costas e quem sabe encontrar um pouco mais de paz. Mas não adiantava, ela queria sempre mais.

Mas nesses dias ela passou por uma vitrine na rua mais cara da cidade e foi tratada com certa indiferença e não ficou se sentindo muito bem com isso, pra meio que dar um troco na pessoa que fazia muito sentido na cabeça dela e a pessoa ia reparar nela como uma pessoa superior, ela resolveu entrar na loja e gastar mais de 1/3 do que ela tinha na conta dela com aquela loja de sapatos.

Entrou na loja, olhou todos aqueles sapatos dispostos pelas prateleiras, enfileirados, pretos, de oncinha, de camurça, com tachas, de salto, tênis, Anabela, em fim… um mais lindo que o outro. A vendedora se aproximou e perguntou se podia ajudar. Ela escolheu logo três de cara, e falou “meu tamanho é 39, você pode trazer esses pra mim pra eu experimentar?” “Claro! Já vou ver se tem seu número e já volto”.

O cara que tratou ela mal entrou na loja a fim de ver o que acontecia naquele empreendimento, não entendia tanto motivo de confusão e exibicionismo.

Ela, entorpecida pela vaidade não dava mais conta de nada. Só queria saber de mostrar pro cara que ela podia comprar ali e que ele a havia julgado errado. Pobre moça. Deixando sua aparência ser levada a sério por uma pessoa que mal a conhecia, pior! Nunca a tinha visto antes!

Ela escolheu o par de sapatos mais caro apesar de não ter gostado tanto deles mas sabia que se fosse pra mostrar que podia gastar naquela loja tinha que levar os sapatos mais caros. Ao se aproximar do balcão o cara se aproximou e perguntou dela “Você realmente vai levar estes? Eu vi você experimentando alguns sapatos e você ficou maravilhosa com o preto”.

Ela estranhou a simpatia e achou que seu plano tinha dado certo. E disse: “É. Vou levar esses aqui mesmo. Foi o que mais gostei. E eles são os mais caros.” O cara voltou pra ela e disse “Entendi. Bem, acho que você tem o estilo de uma loja que está contratando vendedoras aqui na região. Toma o meu cartão. Me procura que eu te indico pra trabalhar lá.”

Ela nem imaginava o que estaria por começar ali.

Se despediu e foi embora. Certa de que tinha feito “um bom negócio”.

Dali a alguns dias ela resolveu ligar pro número que estava no cartão e pra sua surpresa o mesmo cara atendeu prontamente e sem rodeios foi logo perguntando “Você faz ficha rosa?”. Ela sem entender muito bem do que aquilo se tratava disse não ter entendido a pergunta. Ele foi mais direto “Você faz programa?” Ela ficou meio ofendida no começo com a pergunta mas perguntou “Como que é isso? Como funciona?” “Ah eu tenho um conhecido que tá procurando uma menina pra sair e ele quer pagar bem e eu pensei em indicar você… te vi naquele dia na loja e você tem bom gosto pra se vestir, sabe escolher muito bem um sapato…. é bonita… pensei que você topasse.”

Ela ficou meio na dúvida na hora mas como a oferta parecia boa demais pra ser verdade resolveu perguntar mais “E quanto ele quer pagar?” O cara falou “Olha, 400 reais a hora. Tá bom pra você?” Ela falou “E o que eu tenho que fazer?” “Ah .. sair com o cara… né? Você sabe…”

Um conto que escrevi ano passado.

Era Alva, mas em contradição a cor da sua pele era mais retinta que o negro céu estrelado das noites solitárias que ela conhecia bem. Suas dores eram pouco compartilhadas com um mameluco tenaz que mais sabia causar-lhe prazer furtivo e dores de cabeça, mas Alva, dona de uma incerteza tão grande sobre seu futuro não escapava de seus encantos e sua lábia.

Com seus 40 e poucos anos, andar malemolente, que jogava os quadris pra lá e pra cá, ela ouriçava a muitos mas não se dava conta da beleza de seu gingado. Achava suas pernas tortas, cheias de marcas da infância, machucados tecidos nas ruas sem asfalto enquanto jogava bola com os moqueles da comunidade. Suas mãos eram ásperas, de tanto esfregar chão, lavar panela, enxugar prato. Tarefas diárias que fazia ora dentro do barraco, ora na casa das madames que descolava uns bicos de doméstica. Seu cabelo era todo vistoso, com cachos que fazia questão de deixar com um cheiro particularmente seu, dos seus cremes, seus perfumes, seus cuidados. Tinha beleza essa mulher! Ela apenas não se dava conta disso.

E conforme ia se envolvendo com um crápula aqui e outro ali, sem deixar se amarrar em coração de vagabundo nenhum e de tanto que suas pernas cruzavam com as de seu companheiro mameluco, subia um calafrio pela espinha só de imaginar que pudesse ficar grávida e acabar com tudo. Toda vez era uma preocupação na hora de fazer o cara gozar, porque ela tinha que fugir dali – de um jeito ou de outro – antes que fosse tarde demais. Nem sempre dava certo e lá tinha que se virar pra comprar uma pílula do dia seguinte e a história sempre acabava na mesma: ganhava aqueles xingamentos durante as conversas que se sucediam dali pra frente, mas achava que o problema era que ela não sabia se dar ao respeito de alguma forma ou que não sabia mostrar pros caras o valor que ela tinha – Será que ela tinha algum valor? – chegava a se questionar.

Geralmente esse mameluco marcava de encontrar com ela depois de já ter ido ao bar quando já tinha bebido todas com os amigos, só pra no final lembrar que ela existia e que se interessava em dar umas porradas nela e em fazer um sexo não muito bem consentido porque ele achava que isso era demonstração de dominação. Pondo dessa forma, como quem vê de fora parece que é aquela história daquele seu vizinho, mas na cabeça dele ele só queria transar e botar a raiva pra fora. Descontar em alguém as frustrações do dia a dia, e ela era a vítima escolhida. Como se via presa á essa realidade e sem opções menos piores, Alva aceitava o que o destino lhe reservava e encarava essa constante humilhação, até que numa dessas noites, quando o mameluco chegou já meio tropeçando pelos próprios pés, chamando ela de puta e abrindo a braguilha da calça, Alva juntou todas suas forças e pensou que se um dia fosse pra ela morrer que fosse naquele dia, já que ela não aguentava mais esperar por um futuro que nunca chegava, nunca melhorava e que nesse presente de xingamentos e porradas ela não queria mais viver.

Levou uns tapas fortes na cara, foi empurrada, bateu com a cabeça na parede, ficou machucada, foi forçada a fazer sexo da maneira que não queria com ele sem o menor carinho, sendo apertada pelo braço, sem a menor cumplicidade e nem sintonia que pudesse existir num amor de verdade – como almejava. E quando todo aquele cenário de desgraça acabou e o homem se deu por vencido e deitou de lado e dormiu, ela resolveu que era hora dela começar a se vingar.

Pegou o galão de gasolina que tinha deixado preparado embaixo da pia, junto aos baldes de lavar roupa, e tacou em cima do infeliz que tomou um susto mas não foi capaz de se livrar o isqueiro aceso por Alva.

Uma chama de gente viva, um cheiro de carne podre e gritos começaram a se dissipar por todo o barraco, Alva abriu a porta e começou a gritar “Isso é pra você aprender a nunca mais bater em mulher! A nunca mais me desrespeitar! Seu filho da puta!”

O mameluco se debatia pra todos os lados tentando apagar o fogo que consumia o seu corpo… em vão. Os vizinhos assustados começaram a aparecer por perto pra ver o que estava acontecendo mas não sabiam ao certo o que fazer. Só olhavam a chama iluminar o lugar e o fogo arder.

Até que chamaram a polícia.

Quando a polícia chegou, o homem já estava morto e o fogo ocupava metade do barraco. Alva estava em estado de choque, ria compulsivamente, coçava a cabeça, andava de um lado para o outro e não falava nada com nada. Estava toda machucada fedia, suas roupas eram sujas e maltrapilhas mas apesar de seu estado, ela tinha também cometido um crime.

Os policiais tiveram trabalho em tentar prende-la e encaminha-la para a delegacia, e ao mesmo tempo tentavam chamar o corpo de bombeiros e levar tanto Alva ao IML quanto chamar a perícia pro local do crime.

Era uma puta confusão.

Naquela noite, a favela não dormia mais uma vez. Mais uma mulher se libertava da violência doméstica mas, pra isso, tinha cometido uma loucura. Era dar a vida pra conquistar a sua própria sabe-se lá como.

Chegando na prisão, no meio de todas aquelas mulheres, corredores imundos e seres humanos entregues á traças, perdidos no tempo e esquecidos ao léu como um relógio quebrado que parou de funcionar e ninguém mais deu corda… estavam todas ali abandonadas á própria sorte, algumas sendo visitadas por parentes, outras nem isso, dependendo de fazer chantagens em cima de esquemas tortos arranjados dentro da prisão como contrabandos de cigarros, drogas e celulares.

Mas naquele primeiro dia mal conseguiu dormir, estava tão transtornada e foi logo sendo ameaçada por outras mulheres que teve que ficar em pé a noite inteira e procurou não falar com ninguém. Teve medo. E queria sair dali o mais rápido possível mas sabia que não tinha como. Não tinha quem a defendesse, não tinha parentes, não tinha amigos, e tinha feito algo muito errado.

O jeito foi contar os dias. Esperar a cólera passar, o sentimentos acalmarem e tentar dar um jeito de comer alguma coisa diferente do que tinha sendo servido na hora do almoço. Na hora do aperto a simpatia fala mais alto.

E nessas ela se aproximou de uma morena, que estava envolvida com os baseados que rolavam no raio 7, ela só queria ter alguém pra trocar ideia e garantir um rango diferente no final do dia, mas achou interessante dar uns tapas no tal do baseado também pra fazer a cabeça e ver o tempo passar ali dentro daquela prisão.

E de baseado em baseado, vendendo aqui, passando de mão ali na bituca caindo pelos chãos escondidas em baixo dos colchões que ela se deparou com um olhar flechado vindo da direção oposta chamada Maria com seus 25, 27 anos por aí, bem mais nova que ela mas com uma malícia descomunal que a atraía pras suas pernas, braços e bocas. Não conseguia tirar seu pensamento dela um minuto. Da sua pele clara, seus cabelos lisos, lânguida que só ela, que vinha se derretendo pedindo mais um na conta e ela não podia fazer nada.

Dizia que se ela vendesse mais 2 baseados pra ela, ela podia pegar o dela de graça, mas fazia isso pra agradar, por que sabia que o agradecimento vinha acompanhado de um beijo, talvez até mais do que isso… uma mão na coxa que passava por dentro da calcinha e chegava a dar o tesão que ela tanto queria.

Essa brincadeira ia e vinha de raio em raio, acontecendo todos os dias e Alva adorava a sensação de poder que tinha e de poder fuder sua puta nesse jogo de interesses que acabava com uma chupada gostosa na sua buceta e mãos nos seus peitos, escondida atrás de fugãozinho da cozinha enquanto as guardas faziam vista dura, tudo tinha que ser bem rápido pra não dar na vista mas era exatamente isso que deixava mais excitante.

A menina ia gostando disso mas tava sentindo que precisava rodar na mão de outras minas também, afinal não dava pra ficar sendo a cadela só de uma por conta de dois baseados. Ela tinha ambição e não faltava vontade, nem desespero pra fumar mais baseado. Ou até quem sabe cheirar uns pó. O clima de auto destruição era forte e ela tava ali pra isso. Já pouco importava quanto tempo faltava pra sair… ela já estava embebida pelo sistema da cadeia, no dia a dia sistemático de dar e conseguir as coisas e não via como sair daquilo ali.

Quando foi no dia seguinte Maria chegou na morena e pediu pra pendurar mais alguns baseados e uns pó na conta dela. Disse que depois pagava, do jeito que ela queria. A morena se excitou e cagou se Alva ia ficar sabendo ou se ia gostar ou não, tratou de combinar o local – na cela dela mesmo, que rolava um esquema pra Alva não ver – e arrumou os baseados e os pó pra ela.

A Alva já tinha dito que não era pra Maria entrar nessa de cheirar, mas a menina não deu ouvido…. Maria chegou e começou a andar pelos raios que nem uma louca tagarela, falando com todo mundo, bicudona, mas não tava mas nem aí pra falar com a Alva que nessa hora já estava muito puta com ela porque já tinha sacado toda cena.

Não sabia onde ela tinha arrumado o pó mas sabia que ela tava louca do cu e foi logo pegando ela pelo braço e chamando ela pelo canto “Sua vagabunda, não te falei que não era pra tu usar pó? Tá fazendo o que cheirando essa merda? Arrumou onde essa porra? Tá maluca garota?” Mas Maria só dava risada, não respondia nada com nada, soltou seu braço da mão pesada dela e saiu andando sem dar explicação nenhuma.

Alva ficou na ira, ficou muito puta, e já começou a falar com uma e outra pra descobrir quem tinha dado o pó pra ela, foi quando a anã da cela do lado resolveu abrir o bico e falar que tinha visto as duas indo pra cela da Morena e que provalvemente era a hora do pagamento.

As duas estavam sem blusa, com as calças abaixadas, se pegando, na cama quando Alva apareceu com uma faca na mão pronta pra cobrar a palhaçada que tava acontecendo pelas costas dela. Mas nisso, uma guarda já intercedeu seus planos e não deixou ela entrar na cela que rolava a pegação da Maria com a Morena. As duas estavam lá… uma enfiando o dedo na outra, chamando de meu amor e foda-se a Alva. Enquanto isso Alva ouvia tudo do lado de fora, e ainda tomava um esporro por estar com uma faca na mão e perdia alguns dias de jumbo. Com sorte ela não foi parar na solitária.

Nessa hora a gozada já tinha selado o destino: Maria e Morena eram o novo casal da prisão. E andavam pra cima e pra baixo passando baseado pras outras e alguns pó deixando o ritmo do lugar mais ameno. Alva ficou cada vez mais presa dentro de si, na raiva e sozinha, passou a enxergar que só tinha alguns baseados pra vender e usar e que tinha perdido a oportunidade de se apaixonar pela primeira vez por alguém mesmo depois de ter sido maltratada, isso tudo por uma falsa impressão de poder.

 

Maíra Brito.

A dificuldade em tomar decisões.

Eu sempre tive dificuldade em tomar decisões.

Desde pequena quando era criança quando brincava com meus amiguinhos eu estava brincando com uma criança e surgia um telefonema de outra criança me chamando pra fazer outra coisa eu ficava na dúvida do que queria fazer na hora – se largava a criança que já estava brincando pra ir fazer a nova atividade ou se ficava fazendo o que já estava fazendo. Era terrível. Minha mãe sempre me dava broncas, dizia que eu não podia fazer isso porque não era legal eu me desfazer das minhas amizades pra ir fazer outra coisa porque já tinha combinado de brincar com um amiguinho e não podia larga-lo pra ir fazer outra coisa só porque surgiu um convite novo ou melhor.

E isso marcou muito minha infância. Porque eu sempre ia brincar e surgiam aqueles telefonemas no meio das brincadeiras ou eu tinha que tomar decisões sobre o que queria fazer e não sabia decidir o que queria. Porque eu queria tudo. E não queria abrir mão de nada.

O que eu não compreendia era que quando fazemos uma decisão estamos obrigatoriamente optando por perder algo e ganhar outra coisa. E que nosso medo é justamente saber “o que vamos perder” ou sei lá “o que vamos perder menos” ou onde vamos ser mais feliz. Talvez colocado dessa forma seja mais positivo.

Descobri ainda que mais tarde isso me acompanhou também na adolescência quando eu tive meu primeiro namorado hahaha Eu fiquei na dúvida se namorava um menino x ou um menino y… e isso me gerou uma baita confusão. No final os dois acabaram chateados comigo e eu não fiquei nem com um nem com outro.

Isso tudo porque fui incapaz de decidir qual dos dois eu queria ficar.

E isso se arrastou pra quando eu fui fazer faculdade… Eu comecei a fazer Moda, depois fui fazer Design, depois Direito… depois Design de novo… E vou mais além: O que faz a gente desistir das coisas pela metade? É o medo do desconhecido. Do novo, das responsabilidades que vão nos cercar a partir de certo ponto quando por exemplo passamos do 4º pro 5º semestre e precisamos pensar em estágio ou nos preparar para as demandas daquele curso, seja um Exame da OAB pro curso de Direito ou um Desfile Final pro curso de Moda, ou um TCC pro curso de Design… sendo que no curso de Direito além do Exame da OAB você ainda tem TCC também.

Só de escrever isso meu coração já dispara… já fico ansiosa.

O MEDO é a raiz central do que nos trava na vida. Que nos faz ficar sentindo estagnados, não nos faz mudar, nos faz postergar nossas tomadas de decisões ou até mesmo fazer a gente mudar de cursos infinitas vezes – porque é mais fácil cursar o 1º, 2º, 3º e 4º semestres do que ir até o 10º e passar por todas aquelas provas de fogo, afinal e se eu não me sair bem?

Bem, então se eu tenho algo a falar para você atacar em cheio na sua vida é o medo. Procure ajuda de como superá-lo, em transformá-lo em coragem para enfrentar suas dificuldades e a partir disso você identificar outros desdobramentos.

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Fonte de pesquisa:

Como o medo da decisão nos afeta?

 

http://www.psicologianasuavida.com.br/2012/06/medo-de-tomar-decisoes.html?showComment=1544333751617&fbclid=IwAR0XEJ4Ox4E2IVo8dyJjCTA00FbiD7sTuet2UVtSsWJ9GoSkpbw7vGX6Rus#c6317259751936173759

 

https://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/12939-amor-proprio-e-autoestima-podem-ser-ferramentas-para-controlar-ansiedade?fbclid=IwAR3yRwEBAnRDs6-ELdeVJtHfw_08NVpdcU1ncWapF2uPu3mzes0LzyC8SgA

 

https://www.somostodosum.com.br/artigos/autoajuda/exercicio-para-combater-a-baixa-autoestima-999.html?fbclid=IwAR3dmjEH9g6RoWNKzjWIlniC48ie3knP0zH7abxwz3V3itlIL7x7RxY43hU

 

Por que Abandonamos as Coisas Pela Metade?

 

13 coisas para se lembrar quando a sua vida estiver difícil

Porque não devemos buscar a vingança.

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Sabe, eu estava relembrando do meu passado agora a pouco e mexi numa parte dele que sempre me faz chorar…. eu estudava num colégio em Copacabana no Rio de Janeiro que eu gostava muito e tinha minhas amizades todas já estabelecidas por lá… eu, poderia se dizer, era bem popular nesse colégio mas sem pertencer ao grupo das meninas mais bonitas ou ditas “patricinhas”, até porque todos éramos muito crianças pra nos rotular dessa forma já…. mas eu era a menina levada, que corria o recreio inteiro, aprontava, brincava com os garotos e até os enfrentava junto com uma colega inseparável, e nos divertíamos muito. Eu era bem feliz nesse colégio.

Mas minha mãe trabalhava em outro bairro, em Ipanema, e meu pai não queria mais me levar pro colégio… ele na realidade estava infeliz de morar no Rio de Janeiro e não tinha como voltar pra Manaus e fazia de tudo pra ser meio …. em fim. Nisso minha mãe resolveu me matricular em outra escola, ao lado do trabalho dela, pra ela poder me levar e me pegar do colégio …. Acontece que quando eu me mudei pra esse colégio eu não me adaptei nadinha ao novo colégio.

Não fiz amigos, ninguém gostava de mim, as pessoas me zoavam porque eu tinha nascido em Fortaleza e me chamavam de faxineira ou paraíba, e faziam os bullyings mais bizarros comigo e eu sempre voltava pra casa chorando. Ninguém falava comigo, e quem falava falava por pena.

Isso era 4º série… essas meninas do colégio já eram patricinhas, já beijavam na boca…. eu vinha de um colégio que a gente se dava tapa no recreio, brincava de bola…. não tinha nada a ver com a cultura desse colégio. Eu odiei esse colégio desde o primeiro dia.

Mas eu tentava ali, me encaixar no padrão das meninas pra poder pertencer aquele grupo, mas quanto mais eu tentava pertencer menos eu conseguia, não era eu…. e elas mais sacaneavam.

Bom, não preciso nem dizer que garoto nenhum olhava pra mim né. Isso já fica implícito. Mas eu realmente não me importava com garoto nenhum, eu acho que eu era bem do tipo “Garotos, eca!”

E só quando eu estava na 8º série eu fiz amizade com uma menina repetente chamada C. e ela tinha um estilo de blusas de flanela e calças jeans rasgadas, um all star… e curtia umas blusas de banda de rock. Curtia ouvir Nirvana e Pearl Jam e as ideias dela era meio que “Foda-se o mundo, foda-se os outros e o que eles vão achar de mim”.

Eu comecei a fazer amizade com essa menina e virar amiga dela até que um belo dia eu resolvi me libertar daquele padrãozinho que eu tentava me encaixar sem sucesso e falar “foda-se” também. Eu resolvi assumir que era diferente – não sabia exatamente como nem porquê era diferente, mas era – e que dali em diante eu iria usar umas calças rasgadas, rabiscadas, umas correntes, umas blusas flaneladas, e me vestir de um jeito diferente que pra mim aquilo significava expressar que eu era diferente de todos aqueles que eu não conseguia nem rolava de me encaixar no padrão – E eu já vinha tentando isso a anos.

E nisso eu comecei a fazer novas amizades, com o pessoal mais velho do 2º ano… uma galera que tinha alguns que eram mais grunges, outros mais metaleiros… e eu fui tateando nessas tribos ora sendo grunge, daqui a pouco eu era metaleira, até que a gente começou a ir escondido pro Heavy Duty – um bar de metal numa zona bizarra do RJ – escondidos de nossos pais.

E pra mim, nessa época eu nem bebia nem usava drogas e eu só queria estar em um lugar descolado, alternativo, que tocasse rock e fazer uma pose de mal com meus amigos e ter um bom momento…. e não via nada de ruim nisso.

Só que numa dessas vezes minha mãe descobriu que a gente foi pra lá e foi atrás da gente junto com a mãe do meu namorado da época e buscou a gente no meio do role. Levou eu, meu namorado e acho que o irmão do meu namorado embora do role…. um lance desses. Mas eu e o namorado fomos embora… isso eu lembro muito bem.

A galera ficou em choque, ria da gente…. zuava a gente… e agente tomando um puta esporro na frente de geral…

E pra piorar a situação minha mãe ligou pra todos os pais dos meus amigos que estavam e não estavam no role e contou que a gente ia escondido pra esse tal Heavy Duty.

Consequência: Eu, que não tinha amigos da 4º até a 8º série, na 8º série voltei a não ter mais amigos nenhum.

Todo esse pessoal parou de falar comigo, começou a virar a cara pra mim, me tratar mal, falar coisas do tipo “sai daqui! você é chave de cadeia! vai embora!” e coisas assim… e eu fui ficando mal fui ficando mal…. e foi quando eu resolvi que ia começar a beber… e a fumar cigarro… e um pouco depois começar a procurar novas amizades em outras portas de colégio e começar a usar drogas.

Foi meio que pra falar a real uma coisa meio que assim:

“Ah é? Você quer guerra? Então você vai ter guerra. Se eu não te dava motivo pra você destruir o meu círculo social eu agora vou te dar todos os motivos pra você odiar as pessoas com quem eu ando e tudo o que eu faço”.

Tipo isso.

E comecei a me destruir.

No primeiro dia de aula eu cheguei de ressaca, ainda meio bêbada, com vários cortes feitos nos braços, tentei me furar no rosto com agulha de piercing, cheguei toda machucada, com sangue pisado em várias partes do corpo na escola no 1º ano do 2º grau nessa escola que eu estudava em Ipanema.

No intervalo fui fumar um cigarro mentolado no banheiro e o povo todo achou que eu estava fumando maconha no banheiro.

Não demorou muito pra eu virar pra minha mãe e falar “Eu não quero mais estudar”. “Eu não volto mais naquela merda de colégio”.

Eu realmente estava empenhada em me destruir e acabar com minha vida.

Virou uma chavinha, sabe?

E daí pra frente foram anos, pulando de grupo em grupo de punks, reggae, clubbers, o que fosse…. atrás de aceitação, role, companhias, música, baladas, drogas, relacionamentos,…. ceninha…

e muita droga.

De 2001 a 2009.

Até que com 24 anos o meu corpo pifou.

Eu vi que todas as cagadas que eu estava fazendo não estavam me levando a lugar nenhum e que essa vigancinha eterna contra minha mãe só estava me matando.

Que o erro que ela cometeu não ia se apagar, que eu posso não perdoar ela até hoje…. mas e os “amigos”… eram tão amigos assim? Foram tão amigos assim comigo?

Quem ficou do meu lado na época? Quem ficou comigo?

Não lembro…. Me arriscaria em dizer que B., pois ela sempre esteve do meu lado em todas as situações em nossa adolescência.

Mas acho que só.

Ou seja, nada vai recuperar o estrago. E a decisão de me vingar me auto destruindo foi minha. E só eu me prejudiquei dessa forma. Na real, eu prejudiquei toda minha família durante um bom tempo. Infernizei a vida deles durante um bom tempo, até eles “lavarem as mãos”….

E pra quê? A troco de que?

Olha, eu acho que essa história é muito triste e eu não desejo pra ninguém. Mas ela é minha história e se servir de uma leitura pra alguém que estiver passando por isso e tiver como decidir por alguma coisa eu só recomendaria que não se precipitasse em escolher pelo caminho da vingança …. porque esse envenena a alma.

=(