Teoria das Janelas Quebradas – Broken Windows. {James Q. Wilson & George L. Kelling}

Estou lendo o texto sobre a Teoria das Janelas Quebradas – Broken Widows – que faz parte dos textos sobre a Escola Neo-Realista de Direita das Escolas Penais onde o texto é de autoria de James Q. Wilson e George L. Kelling.

No texto eles abordam uma nova prática de política criminal que foi adotada nos EUA em 28 países onde os policiais passariam a fazer a patrulha a pé por alguns dos bairros enquanto que em outros não.

Após 5 anos de implementação dessa política criminal os resultados obtidos foram de que realmente a patrulha a pe não diminuía a taxa de criminalidade mas os moradores desses bairros patrulhados a pe se sentiam mais seguros do que aqueles patrulhados por viaturas. E esse resultado foi surpreendente para polícia que estava analisando esses dados.

E ao analisar esse resultado eles começaram a descrever como que os moradores tinham esse sentimento falso de segurança, quando as taxas na verdade não caíam ou pelo contrário poderiam até estar aumentando… O que acontecia era que os policiais eram brancos numa população de um bairro onde todos eram negros e eles faziam esse controle social.

“E aqui cabe minha observação sobre isso que é no sentido de que a raça nesse caso foi bizarramente utilizada para controle social colocando pessoas em papel de dominador e outras em papel de dominados.”

E nisso mais pra frente a gente vê no texto que os autores vão explicando que a partir disso existia um meio muito inóspito nesse bairro, com as pessoas locais e os estranhos (locais e houles; locals and strangers, etc.) e nisso foram criadas regras de comportamento para se manter a “ordem”. E que quem desobedecesse á essa ordem implícita era levado á prisão. E todos eram mantidos dentro de um controle nesse bairro para que as coisas funcionassem bem.

Isso porque qual era o maior medo de uma população? Ser incomodado por um estranho… ser molestado por um delinquente, mas não um criminoso em si mas um desviante, como por exemplo um drogado, uma prostituta, etc…

“Aí cabe mais um comentário meu que é aquele de taxar certas pessoas da sociedade como as indesejadas/inimigas.”

Mas o mais cético pode pensar que o mais capacitado policial pode manter a ordem mas que isso não tem muito a ver com a fonte do medo da população que é na verdade o crime violento. Em algum sentido isso é verdade. Mas temos que ter duas coisas em mente: a primeira é que o observador de fora não pode prever o quanto de ansiedade ferve dos bairros das grandes cidades do medo do crime real e quanto isso vem de um senso de que a rua é desordenada, como uma fonte de encontros desastrosos e preocupantes. No bairro analisado, em Newark, a julgar pelo comportamento e pelo resultado apurado após os 5 anos, os moradores valorizavam a ordem pública e se sentiam aliviados e apoiavam a atuação policial em ajudar e manter a ordem.

Em segundo lugar, em um nível de comunidade, desordem e crime são normalmente fatores inextricavelmente ligados, meio que numa sequência de desenvolvimento.

E nisso no texto eles apresentam a teoria das janelas quebradas. Que é basicamente num bairro onde uma janela foi quebrada não importa se esse bairro for um bairro bom ou num bairro ruim mas que se uma janela estiver quebrada todas as outras irão ser quebradas também logo em breve. E que a destruição em massa de janelas não tem a ver com o fato de que algumas áreas são habitadas por pessoas que quebram janelas enquanto outras áreas existem amantes de janela; Na verdade é que quando se tem uma janela quebrada e não se conserta, mais janelas serão quebradas porque parece que ninguém liga para elas. (Fazer isso sempre foi divertido).

 E testaram essa teoria colocando dois carros em dois bairros diferentes. Um no Bronx, e outro no Palo Alto, na California. Quando colocaram no Bronx, deixaram o carro sem placa com o capô levantado e bastaram dez minutos para que começassem os vandalismos. Já no Palo Alto, deixaram um carro nas mesmas condições. Não tocaram no carro durante uma semana. Nisso a pessoa que estava conduzindo a experiência amassou o carro com uma marreta e bastou isso para que o carro fosse vandalizado pelos moradores do bairro de Palo Alto. Aqui vale ressaltar uma informação importante desse trecho do texto: Em ambos os bairros os “vândalos” pareciam ser brancos respeitáveis.

E aqui vem o pulo do gato MIAU do texto que eu considero:

Que as coisas abandonadas acabam se tornando uma deixa até pra quem mesmo se julga cumpridor da lei e que na real como o Bronx já tem um histórico no bairro de que as pessoas tem suas coisas roubadas e abandonadas então o senso de “no one cares” faz com que as pessoas vandalizem mais rápido o carro do que na pacata Palo Alto onde as pessoas se importam com seus bens materiais… MAS MAS MAS MAS que o vandalismo pode acontecer em qualquer lugar onde as barreiras – sejam elas de um mútuo senso de cuidado/respeito ou obrigações civis – são rebaixadas em ações do tipo “no one cares”.

E ainda estou na 4º página de 10. Ainda tem muita teoria aí pra pensar. 🙂

Para baixar o texto original clique aqui –>  _atlantic_monthly-broken_windows.

xoxoxoxoxoxoxoxoxoxo

OMG!!! Leiam isso…

“In Boston public housing projects, the greatest fear was expressed by persons living in the buildings where disorderliness and incivility, not crime, were the greatest, Knowing this helps one understand the significance of such otherwise harmless displays, as subway graffiti. As Nathan Glazer has written, the proliferation of graffiti, even when not obscene, confronts the subway rider with the “inescapable knowledge that the environment he must endure for an hour or more a day is uncontrolled and uncontrollable, and that anyone can invade it to do whatever damage and mischief the mind suggests.”

 

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