Capítulo II – O fim do trabalho e do emprego no capitalismo atual: Realidade ou Mito?

Dando continuidade á sequência dos posts que venho fazendo sobre o livro “Capitalismo, Trabalho e Emprego – Entre o Paradigma da Destruição e os Caminhos da Reconstrução”, do Mauricio Godinho Delgado, entro no segundo capítulo agora para abordar em breves palavras do que se trata esse capítulo em que o foco é dar explicações sobre a máxima “O fim do trabalho e do emprego no capitalismo atual: Realidade ou Mito?”

Bem, aqui o autor nos leciona que existem três fatores que nos levam ao categórico discurso de que o emprego e o trabalho se derruíram a partir do século XX e XXI a partir de uma característica de “desemprego estrutural”.

Desemprego estrutural este que seria: “A natureza estrutural do desemprego contemporâneo derivaria de nova maneira específica de se organizar e se desenvolver o novo capitalismo, em que estariam inexoravelmente sendo colocadas em xeque não apenas a relação empregatícia, como também a própria realidade do trabalho.”

Os três fatores que levariam ao discurso, e que teriam tido de fato impacto no Trabalho e no Emprego teriam sido:

a) Terceira Revolução Tecnológica

b) Processo de Reestruturação Empresarial

c) Acentuação da concorrência capitalista, inclusive no plano internacional.

A construção desse diagnóstico, contudo, por si só, já produz outro fator de grande influência nesta temática nas últimas décadas, qual seja, a formação de matriz intelectual que defende a todo custo o suposto fim do emprego, e mesmo, do próprio trabalho.

E surge aqui também outro fator que acaba por influenciar, direta ou indiretamente, a dinâmica da equação emprego/desemprego. Trata-se das modificações jurídicas implementadas  na configuração institucional do mercado de trabalho e das normas que regulam suas relações integrantes (ou modificações normativas trabalhistas).

Esses cinco fatores, que têm trazido forte impacto à área do trabalho e do emprego desde os anos 1970/1980, serão examinados nos ítens a seguir.

O primeiro fator destaca-se por um complexo significativo de inovações ou alterações tecnológicas ocorridas ou acentuadas nas últimas décadas, que se passou a denominar de terceira revolução tecnológica, indutora, em seu conjunto, de mudanças relevantes no campo da estruturação e dinâmica do trabalho.

O que acontece é que as inovações tecnológicas mudaram o caráter estrutural interno das empresas, aprimorando sua produtividade, quando foram inseridas a microinformática assim como a robótica e isso teve um forte impacto na extinção de postos de trabalho, se olharmos pelo lado negativo, mas também pelo lado da produtividade, houve uma modernização… inclusive se pensarmos em novas formas de trabalho como o teletrabalho e o home office. Houveram então mudanças.

Da mesma forma que além do impacto na produtividade, houve também impacto na produção das empresas com o avanço tecnológico, elas passaram a produzir mais, o que lá na outra ponta, no consumo fizeram com que as pessoas consumissem mais de seus produtos ou serviços. E assim elas prosperaram. Então a Terceira Revolução Tecnológica não é só esse discurso negativo que as pessoas falam de que “as máquinas tiraram o trabalho do homem”… também houve um lado positivo. O que anula em muito o discurso negativo repetitivo que ouvimos por aí.

Porque se de um lado a tecnologia extinguiu com alguns postos de trabalho, e isso é inegável, ela não é absoluta. O advogado não vai ser substituído pelo robô. Nem o designer, nem o estilista. Nem o médico, nem o dentista. O que houve foi uma mudança assim como aconteceu quando no século XIX os carros e ônibus substituíram os transportes por tração animal. Houve uma mudança no cenário. Mas foi benéfica.

X———

Reestruturação Empresarial

O segundo desses fatores diz respeito ao importante processo de reestruturação empresarial vivenciado nestes últimos 30/40 anos, que também provocou forte impacto no mundo do trabalho.

O segundo grupo de fatores também tem caráter preponderantemente estrutural, embora não de modo exclusivo, é claro.

Ele envolve significativas modificações econômicas e organizacionais no plano de estruturação das empresas, ou seja, mudanças que se verificam no próprio processo de organização das entidades empresariais e nos sistemas de produção internos dessas entidades. Ou seja, é como as empresas se organizam no mundo e internamente em seus sistemas de produção. São mudanças que afetam a sua estrutura empresarial e seu modo de operar, pois alteram sua configuração/conformação.

Os anos 1970 e as décadas seguintes assistiram toda a revolução tecnológica e a implementação das tecnologias nas empresas e como ela impactou para a melhoria do processo produtivo. Foi visto em seu ápice a robotização na automação das indústrias e empresas, a microeletrônica, e finalmente a informática. Houve também o contínuo progresso das telecomunicações e a facilitação e o barateamento do transporte de bens e pessoas.

Esse quadro todo de modificações faz com que as próprias empresas se organizem de forma diferente e que o próprio processo de trabalho se modifique também.

No que tange á estrutura organizacional das empresas o que vai ter destaque, em certos segmentos, é a diluição das grandes unidades empresarias.

Como houve uma redução no custo do transporte nos meios de comunicação disponibilizados na última década, ao lado do objetivo gerencial de diminuição de tempo de produção e diminuição de estoques, as empresas podem abandonar ou ao menos tentar restringir o conceito de verticalização e concentração do sistema produtivo.

Passam, assim, a realizar a sistemática anteriormente dominante, delegando a subcontratação de outras empresas similares ou independentes que possam realizar a produção de distintos artefatos necessários a seu produto final, ou até mesmo, realizar fases inteiras de seu tradicional ciclo produtivo.

Ganha prestígio assim a idéia de empresas em rede, um modalidade de estruturação do sistema capitalista em que o foco clássico da concentração e centralização do capital está nas pequenas e médias empresas e em algumas grandes empresas e não mais nas megaplantas empresariais.

(To be continued… )

Diante da nova postura de vida adotada pela Autora do blog:

Se você quiser saber mais sobre o II Capítulo desse livro: Foda-se. Compra a merda do livro, baixa o pdf na web, ou vem conversar comigo pessoalmente que eu vou adorar debater sobre o assunto.

Não vou mais ficar escrevendo resenhas completas de graça pra neguinho preguiçoso pão duro não. Vai gastar seu dinheiro em coisa que importa ao invés de gastar com cachaça e puta. Porra.

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